Manifestantes defendem reforma agrária, vacina e união em ato do 8/1

Integrantes de movimentos sociais e apoiadores do governo Lula se reuniram na Praça dos Três Poderes nesta quinta-feira (8/1)

atualizado

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Manifestantes foram às ruas, nesta quinta-feira (8/1), em ato em defesa da democracia na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A mobilização ocorreu paralelamente à cerimônia oficial que relembra os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e teve clima de memória e reivindicação.

A manhã começou de forma tranquila e com segurança reforçada.  Ao decorrer do dia grupos de movimentos sociais e apoiadores se reuniram com bandeiras, cartazes e palavras de ordem. Entre os gritos entoados estavam “Fora Trump”, além de manifestações em defesa da liberdade na Venezuela e pedidos por justiça de familiares de vítimas da pandemia da Covid-19.

Para a enfermeira Fabiana Carla, 51 anos, participar do ato é uma forma de processar o luto e buscar por justiça. Ela perdeu a mãe em 2020 por causa da covid-19.

“Ela morreu na semana do meu aniversário, na véspera de Natal e ela poderia ter sido vacinada, ela poderia ter sido protegida”, disse.

A enfermeira Fabiana Carla, 51 anos, protesta pela morte da mãe durante a pandemia

Fabiana conta que devido ao negacionismo incitado durante a pandemia, as desinformações e as falas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em que não recomendava a vacina, ela perdeu quase toda a família.

“Quase perdi o meu pai também, perdi três tios que moravam na Paraíba e uma tia morava que morava no DF”, disse.

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A integrante da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) Luara de Paulo, 39 anos, disse que estava participando do ato para representar as pessoas de um acampamento em Brazlândia que busca reforma agrária.

“Sem democracia, sem um governo que apoie a reforma agrária, a gente não vai conseguir nada, então a gente tem que estar do lado de um governo que tenha a mínima preocupação com o que é a reforma agrária”, disse.

Luara estava acompanhada do marido, Edvaldo Alcântara, 40 anos, que destacou que a importância do ato pela democracia era reafirmar o marco civilizatório e que é uma oportunidade para as pessoas se unirem.

“Então acho que esse 8 de janeiro é uma guinada muito importante pra retomada da força da civilização brasileira como povo unido, como povo pacífico, como povo que tá pensando na melhoria de vida tanto da nação quanto das pessoas e nesse cenário internacional que vai ser super turbulento durante esse ano a gente afirmar que estamos juntos pelo nosso país, dependente de cor, de raça inclusive de”, disse.

Cristiane Souza, 45 anos, é cozinheira e faz parte do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST). Ela contou que a presença no ato é para oferecer apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Acho ótimo isso, achei bom. Gosto muito de Lula, gosto muito da equipe dele e estamos juntos e misturados nessa luta”, afirmou. “Pra mim é uma satisfação muito grande estar participando e dando um apoio pra ele”.

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