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Mãe sobre jovem que planejou massacre a escola do DF: “Sofria bullying e tinha raiva”

Mulher diz que filha “chegava da escola nervosíssima e tinha surtos de raiva”. Mãe diz não acreditar que a jovem fizesse o ataque à escola

atualizado

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Reprodução/ vídeo
Operação shield da PCDF
1 de 1 Operação shield da PCDF - Foto: Reprodução/ vídeo

A mãe da jovem de 19 anos investigada por planejar um massacre em uma escola pública do Recanto das Emas relatou ao Metrópoles que a filha já havia admitido à família que “tinha vontade de matar adolescentes da escola dela”. Apesar disso, a mulher, de 53 anos, afirma não acreditar que a menina concretizaria o ataque.

Conforme a mãe, a jovem sofria bullying na antiga escola pelo modo como se vestia e, muitas vezes, “chegava em casa da escola nervosíssima e tinha surtos de raiva”. “Eu falava: ‘não, minha filha. Vamos conversar’. Voltamos nos médicos dela, aí aumentaram a medicação, porque ela toma antidepressivos”, conta.

A mãe afirma que atualmente a menina estuda em outra unidade de ensino, diferente da que teria como alvo. “Nessa escola de agora ela tem amigos, de quem eu conheço os pais, é tudo tranquilo. Era na escola antiga dela que ela sofria bullying e chegou a falar que queria matar os adolescentes porque tinha muita raiva. Mas agora já não falava mais nisso”, relata.

“Foi no início desse ano que ela teve uma última conversa com uma menina do Rio de Janeiro, pelas redes sociais. A menina dizia que se ela quisesse ainda poderia fazer isso, porque ela tinha armas… Mas eu falei: ‘filha, pare de conversar com essas pessoas, porque são de má índole'”, narra a dona de casa.

Há dois anos, a jovem teria sofrido um surto psicótico enquanto andava na rua e acabou atropelada por um carro. Na ocasião, levou 50 pontos na cabeça, além de ter fraturado o quadril e os ombros. Também por conta disso, a mãe defende que ela não teria condições físicas de fazer qualquer ato com a magnitude descrita pela polícia.

“Ela tem esquizofrenia, ansiedade, síndrome do pânico. Para resolver tudo ela tem que estar comigo, porque não faz nada sozinha”, destaca. Segundo a dona de casa, a família entregou os laudos médicos da jovem para a Polícia Civil do DF (PCDF).

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A operação de buscas na casa da suspeita, intitulada de Shield (escudo, em inglês), foi revelada pelo Metrópoles, na manhã de sexta-feira (21/5). A mãe contou que policiais civis do Distrito Federal bateram no portão por volta das 4h e fizeram uma intensa revista nos cômodos, principalmente no quarto em que a suspeita dorme, onde os investigadores encontraram máscaras e simulacros de arma de fogo.

A dona de casa diz que a filha gostava de tirar fotos com as armas. “Mas são falsas, não é de matar. Ela dizia que queria ser policial desde criança, então gostava de ter arma, essas coisas”, afirma.

A mãe defende que, apesar da jovem ter admitido à polícia que planejava o massacre, “ela não estava arquitetando algo”. “É a menina que mais dorme aqui em casa. Não passo a mão na cabeça de ninguém, mas não vou admitir uma coisa que ela não é. Se eu tivesse um filho bandido, eu falaria porque até a gente teria medo, mas eu não tenho esse problema. Ela é uma menina carinhosa comigo, não traz nenhum risco para mim nem para ninguém”, contesta.

O caso

A operação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) foi deflagrada em parceria com a Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos. A jovem foi levada à delegacia, mas liberada, por não se configurar prisão em flagrante.

Apesar do envolvimento da polícia norte-americana na investigação, o ataque não ocorreria em colégios internacionais, mas em uma escola pública do DF no Recanto das Emas, segundo confirmou a própria corporação. O plano de massacre, revelado por meio de monitoramento na internet, seria executado quando as aulas presenciais fossem retomadas.

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O coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Alessandro Barreto, explicou que a participação da polícia americana por meio da Homeland Security Investigations, deve-se a uma parceria entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos (EUA).

“Temos essa parceria vinculada à Embaixada dos EUA no Brasil. Estamos fazendo um trabalho preventivo de forma permanente para antecipar e neutralizar o planejamento de ataques como esse que ocorreria na escola de Brasília”, pontuou.

Segundo a PCDF, a tragédia causaria dezenas de vítimas na capital federal.

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