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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux enviou à primeira instância, nesta terça-feira (22/5), mais um inquérito contra o deputado federal Rôney Nemer (PP-DF). O processo foi instaurado para investigar suposta prática de crime de dispensa ilegal de licitação quando o parlamentar ainda ocupava cadeira na Câmara Legislativa (CLDF).

Em 3 de maio, o STF restringiu o foro privilegiado para deputados federais e senadores. O Supremo entendeu que a prerrogativa só pode ser aplicada em casos de delitos supostamente cometidos por parlamentares durante o mandato ou relacionados à atividade legislativa.

Caixa de Pandora
No último dia 10, outro processo contra Rôney Nemer foi rebaixado: a ação penal no âmbito da Operação Caixa de Pandora. Nemer tornou-se réu após ser citado em ligações interceptadas pela Polícia Federal (PF) como um dos deputados distritais supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção no governo de José Roberto Arruda (PR).

O nome de Nemer surgiu em conversa gravada pela PF entre o então governador, Durval Barbosa, e José Geraldo Maciel, secretário-chefe da Casa Civil à época, quando o parlamentar cumpria mandato de distrital. Ele nega qualquer envolvimento com o esquema.

Na esfera cível, Rôney Nemer foi condenado por improbidade administrativa em segunda instância. Isso, por enquanto, o impede de concorrer nas eleições deste ano. O parlamentar recorreu e aguarda análise do caso.

Em nota, Rôney Nemer declarou acreditar e confiar na Justiça, “independentemente de qual seja a instância”.

 

 

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