Maníaco: Marinésio vira réu em outros três casos por abuso sexual

Justiça do DF já havia acatado denúncias do MPDFT contra ele pelos feminicídios de Letícia Sousa Curado e Genir Pereira de Sousa

atualizado 15/01/2020 20:12

homem de roupa branca algemadoMichael Melo/Metrópoles

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) tornou Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, réu em mais três processos de abuso sexual. O cozinheiro já aguarda julgamento pelo feminicídio de Letícia Sousa Curado, 26. O maníaco também confessou ter assassinado Genir Pereira de Sousa, 47.

As informações foram confirmadas à reportagem pela defesa do cozinheiro. Por telefone, o advogado de Marinésio, Marcos Venício, afirmou que as acusações se referem a dois estupros consumados em Sobradinho e no Paranoá e a uma terceira ocorrência: de tentativa de estupro em Planaltina.

Em outubro do ano passado, a Justiça já havia acatado a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que o acusava de homicídio quintuplamente qualificado, pelo assassinato por asfixia de Letícia. Esse caso tramita no Tribunal do Júri de Planaltina.

No mesmo mês, a Polícia Civil (PCDF) concluiu o inquérito que apurou o assassinato de Genir. Pelo crime, ele foi indiciado por feminicídio, com as qualificadoras de asfixia e motivo fútil, além do crime de ocultação de cadáver. A investigação era conduzida pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

Há, ainda, um terceiro processo. O maníaco se tornou réu por estupro cometido na região de Sobradinho. O nome da vítima, que sobreviveu, é mantido em sigilo. As informações foram confirmadas ao Metrópoles pelo MPDFT. Nesse caso, foi decretada a prisão preventiva do cozinheiro.

Feminicídios

Letícia foi assassinada no dia 26 de agosto, em Planaltina. Ela desapareceu após sair de casa para ir ao trabalho, na Esplanada dos Ministérios. Marinésio a pegou na parada de ônibus e depois a estrangulou. O corpo da funcionária terceirizada do MEC foi achado dentro de uma manilha localizada às margens da DF-250, na mesma região.

Desde que o caso envolvendo Letícia veio à tona, 17 mulheres ou familiares de desaparecidas procuraram a PCDF para denunciar Marinésio.

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Além dos casos em que se tornou réu, o cozinheiro foi reconhecido como autor de abusos sexuais por uma garota de 17 anos e por uma dona de casa de 43. O fato ocorreu em agosto de 2019. Às autoridades, elas contam terem sido abordadas em paradas de ônibus e estupradas. O reconhecimento facial foi feito no Departamento de Polícia Especializada (DPE).

A lista de acusações contra Marinésio inclui crimes como assassinato, estupro e assédio sexual. Entre as semelhanças que o colocam como suspeito dos casos, está o modus operandi adotado por ele.

Aos investigadores da PCDF, o maníaco revelou que tinha o hábito de pegar o carro nos dias de folga e circular pela cidade atrás de mulheres. Contou, ainda, que costumava abordar as que estavam sozinhas em paradas de ônibus. Na versão dada aos policiais, ressaltou que oferecia carona para a rodoviária e, no trajeto, assediava as vítimas.

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