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Três meses após o assassinato de Jéssyka Laynara da Silva Souza, 25 anos, morta a tiros pelo soldado da Polícia Militar Ronan Menezes, em 4 de maio, a Justiça realiza, nesta sexta-feira (10/8), a primeira audiência para ouvir o réu e as testemunhas do caso que chocou o Distrito Federal. A fase de instrução do processo ocorre no Tribunal do Júri de Ceilândia.

Um grupo de familiares e amigos se reuniu na frente do Fórum para pedir a condenação do militar, no início da tarde. Primo da vítima, Leonardo Silva, 35, pediu “pena máxima” para o PM: “Ele tem de pagar pelo crime. Que a justiça seja feita e este caso mostre a todo e qualquer agressor que quem comete feminicídio não deve e não pode sair impune”.

O parente relembrou o momento em que recebeu a notícia da morte da prima: “Foi surreal. Não conseguia acreditar. Fiquei desesperado, mas, ao mesmo tempo, sem saber o que fazer”.

O crime
Jessyka e Ronan tiveram um longo relacionamento. O policial militar não aceitava o término. Após ameaçar e agredir a jovem por diversas vezes, o acusado teve uma crise de ciúmes devido à amizade da vítima com o professor de academia Pedro Henrique da Silva Torres, 29.

O PM foi até o local onde o rapaz trabalhava e atirou contra o profissional. Levado ao hospital, onde passou por cirurgia, conseguiu se recuperar.

Jessyka, no entanto, não teve a mesma sorte. Voltando da academia, Ronan foi até a casa onde a ex-namorada morava com a avó e disparou quatro vezes contra a moça, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Antes de morrer, Jessyka registrou, em fotos, os machucados provocados pelo PM ao espancá-la. Confira essa e outras imagens abaixo

 

A jovem também deixou áudios, encaminhados a uma amiga, sobre o dia no qual foi brutalmente espancada por Ronan: