GDF quer mudar nome de rua para Clezão, patriota que morreu na Papuda

Projeto de lei, de autoria do Poder Executivo do DF, foi protocolado nessa quinta-feira (7/5) na Câmara Legislativa (CLDF)

atualizado

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Clezão patriota
1 de 1 Clezão patriota - Foto: Reprodução/Facebook

Um projeto apresentado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) quer denominar como “Avenida Clezão” a rua principal localizada na Colônia Agrícola 26 de Setembro, na região administrativa de Vicente Pires (DF).

Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, foi preso em 8 de janeiro de 2023, após ser flagrado no interior do Congresso Nacional, durante os atos de vandalismo em Brasília. Ele foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por sete crimes, incluindo associação criminosa armada, golpe de estado e deterioração de patrimônio tombado, tornando-se réu. O homem morreu na Papuda em novembro de 2023, após ter um mal súbito durante banho de sol.

O projeto, protocolado nessa quinta-feira (7/5), tem como autor o próprio Poder Executivo do DF. Conforme mencionado no texto da proposta, a homenagem é justificada pela “repercussão social e trajetória de Clezão, que residia na Colônia Agrícola 26 de Setembro, mantendo vínculos com a comunidade local”.

Segundo a redação, Clezão atuava como empresário e era “grande defensor da liberdade de expressão e de valores fundamentais ao exercício da cidadania”.

“Nesse contexto, a homenagem ora proposta insere-se no âmbito do reconhecimento de uma trajetória que marcou o debate público recente no país, especialmente no que se refere a temas como liberdade de expressão, garantias individuais e atuação estatal”, disse o Governo do Distrito Federal.

A escolha do nome para a avenida, de acordo com o projeto, “reforça o vínculo territorial do homenageado com a Colônia Agrícola 26 de Setembro”: “A denominação proposta busca perpetuar a memória de Clezão, reconhecendo sua conexão com a comunidade local e sua inserção no debate público recente”.

Clezão

Cleriston Pereira da Cunha morreu aos 46 anos, em 20 de novembro de 2013, de infarto fulminante durante banho de sol no Complexo Penitenciário da Papuda. O “patriota” chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Conhecido entre amigos e parentes como “Clezão do Ramalho”, Cleriston nasceu na Bahia, mas morava há ao menos 20 anos no Distrito Federal.

O comerciante era irmão do vereador Cristiano Pereira da Cunha – do município baiano de Feira da Mata, no oeste do estado –, também conhecido como Cristiano do Ramalho.

O detento estava entre os golpistas que invadiram o Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

O nome de Cleriston constava na relação dos presos divulgada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape).

Dois meses antes de morrer, Cleriston havia conseguido parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ser solto. A instituição se manifestou a respeito em 1º de setembro, devido ao vencimento do período de instrução do processo. Contudo, a decisão ainda não havia sido homologada pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável por analisar o processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

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