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Filha faz vaquinha para tratar Alzheimer raríssimo da mãe nos EUA

Há um ano, Andréa Dutra, 49 anos, foi diagnosticada com quadro de Alzheimer atípico e raro. A doença atinge cerca de 3% da população mundial

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1 de 1 alzheimer - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Em uma corrida contra o tempo, a família de Andréa Cláudia Dutra, 49 anos, tenta arrecadar R$ 230 mil para custear um tratamento inovador contra o Alzheimer. O acompanhamento  da paciente será em Miami, nos Estados Unidos. Há cerca de um ano, a autônoma recebeu diagnóstico de um tipo raríssimo da doença, que progride mais rapidamente e afeta apenas cerca de 3% da população mundial.

Andréa teve um diagnóstico precoce e atípico, em setembro do ano passado, após mais de um ano de rastreio dos sintomas. “A primeira manifestação da doença foi o problema na visão. Achávamos que poderia ser alguma alteração no grau, mas o quadro clínico foi piorando, a ponto de ela não conseguir identificar cores e enxergar tudo embaçado”, conta Victória Dutra, 27, filha da paciente.

Veja imagens de Andréa Cláudia com a família:

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No entanto, foi diagnosticada com Alzheimer em 2021
Ao descobrir uma possibilidade de tratamento, a família dela começou uma campanha para arrecadar o dinheiro necessário ao acompanhamento médico
A trabalhadora autônoma tem um quadro atípico e raro da doença neurodegenerativa
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Andrea começou a apresentar problemas de visão no início da pandemia

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No entanto, foi diagnosticada com Alzheimer em 2021

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Ao descobrir uma possibilidade de tratamento, a família dela começou uma campanha para arrecadar o dinheiro necessário ao acompanhamento médico

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A trabalhadora autônoma tem um quadro atípico e raro da doença neurodegenerativa

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A família buscou diversos especialistas do Distrito Federal, mas todos afirmaram que o quadro poderia ser psiquiátrico ou neurológico. “Passamos por mais de 20 profissionais. Entre eles, oftalmologistas, psicólogos, psiquiatras, médicos com tratamentos mais naturais, mas nenhum descobriu a verdadeira causa da sua doença. Escutamos de tudo, inclusive que ela estava com preguiça de enxergar”, desabafa a vendedora.

Diante da piora na visão, os parentes de Andréa Cláudia começaram a investigar com neurologistas se a causa do problema seria uma doença neurodegenerativa. Um dos exames chegou a custar R$ 10 mil, segundo Victória.

“Com esse exame que retira líquido da coluna e a ressonância magnética, tivemos a confirmação de um Alzheimer atípico e raro, que afeta primeiro a visão. É como se o cérebro dela estivesse parando de funcionar primeiramente nessa área”, detalha a filha da paciente.

Esperança

Quando souberam do diagnóstico, os filhos de Andréa Cláudia descobriram um tratamento nos Estados Unidos que poderia controlar o progresso da doença e dar mais qualidade de vida à autônoma. Contudo, os custos seriam altos, e o acompanhamento duraria meses.

“Ficamos desiludidos, descartamos a possibilidade de fazer esse tratamento no exterior e continuamos com as medicações que ela tem usado desde então. Todos os dias, ela aplica um adesivo que age para retardar os sintomas. Temos um gasto mensal em torno de R$ 550 só com esse remédio. Infelizmente, não conseguimos a dosagem de que ela necessita pelo Sistema Único de Saúde”, completa a filha de Andréa Cláudia.

A esperança de uma nova possibilidade capaz de mudar o avanço da doença neurodegenerativa em Andréa Cláudia apareceu na semana passada, quando a família soube de outro tratamento nos Estados Unidos, sob responsabilidade do médico e neurocientista Marc Abreu, no BTT Medical Institute.

O tratamento consiste no uso de um aparelho, em ambiente hospitalar, que submete o cérebro dos pacientes a altas temperaturas, mas de maneira extremamente controlada. A inovação, focada na indução da produção de proteínas por choque térmico, tem potencial de restaurar a função cerebral de pacientes afetados por doenças neurológicas, como esclerose múltipla, Alzheimer e Parkinson.

“Pelo que conversamos com a equipe médica do Dr. Marc e com outros pacientes, o tratamento traz benefícios como a recuperação de capacidades motoras e cognitivas impactadas pela evolução dos quadros. É uma terapia para restaurar a função cerebral. Veio como uma luz no fim do túnel para nós”, comemora Victória.

Ajude

O custo do tratamento ficou em torno de R$ 180 mil, segundo a vendedora. Além disso, Andréa e dois acompanhantes terão de arcar com os custos das passagens de avião, bem como despesas com hospedagem e alimentação. “A viagem ainda não tem data, mas a expectativa é de que a gente vá no próximo ano, conforme disponibilidade na agenda do médico, caso a gente consiga a quantia”, acrescenta.

Para arrecadar a quantia necessária, a família criou uma vaquinha virtual e um Pix. Até a tarde desta quinta-feira (20/10), eles haviam arrecadado mais de R$ 17 mil. Quem quiser ajudar a autônoma a custear o tratamento pode fazer uma doação por meio deste link ou pelo Pix vakinha.andreadutra@gmail.com.

 

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