Gasolina volta a subir no DF e chega a R$ 4,25 em alguns postos
Antes do reajuste, era possível encontrar o produto por até R$ 3,78. Sindicato dos postos diz que promoções no período de férias terminaram
atualizado
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O preço do litro da gasolina comum voltou a subir nos postos do Distrito Federal. Nesta quinta-feira (7/2), o valor do combustível era encontrado, na maioria dos estabelecimentos, por R$ 4,15, em média. Algumas empresas estão vendendo a R$ 4,25. Antes do reajuste, era possível encontrar o produto por até R$ 3,78.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis), Paulo Tavares, explica que o aumento é reflexo do movimento normal do mercado.
“Existem cotas de venda que precisam ser cumpridas. Por isso, os preços eram menores no período de janeiro”. De acordo com o sindicalista, nas férias, com menos pessoas na cidade, os postos reduziram os valores para aumentar as vendas e compensar.
Agora, com o retorno das aulas e as chuvas (mais pessoas usando carros), os postos suspenderam as promoções.
O presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Distrito Federal (Sinpospetro-DF), Carlos Alves dos Santos, complementa que os novos valores também se devem ao aumento no preço médio do litro divulgado pela Petrobras.
A estatal anunciou alta de 0,59% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido a partir de quarta (6).
O servidor público Antônio Madureira, 47 anos, ficou surpreso quando parou para abastecer nesta quinta, em um posto do Núcleo Bandeirante: “Passei aqui ontem e estava a R$ 3,83. Como estava com pressa, deixei para encher o tanque hoje. Me dei mal”.
Já o médico Marcelo Alves, 51, vem adotando uma tática que, segundo ele, tem dado certo: “Sempre mantenho o tanque cheio no período de promoções. Só em janeiro consegui economizar R$ 100. Vamos ver se vai dar para manter a estratégia.”
Formação do preço
O Sindicombustívels-DF explica que o preço praticado ao consumidor é composto por três parcelas: realização do produtor ou importador, tributos e margens de comercialização. No Brasil, a margem de comercialização equivale às margens brutas de distribuição e dos postos revendedores de gasolina.
Tudo começa, informa a entidade, com o preço pelo qual a gasolina tipo A chega aos distribuidores vindo das refinarias ou importadoras – sejam da Petrobras ou privadas. Além da gasolina pura, as distribuidoras precisam adquirir o etanol anidro das usinas produtoras, que é misturado à gasolina tipo A e, ao final da cadeia, revendida ao consumidor como gasolina tipo C, seja comum ou aditivada.
Esta é uma proporção determinada por legislação (atualmente no percentual de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina tipo A). Portanto, a composição do preço da Gasolina é feita na mesma proporção de seus respectivos custos.
As distribuidoras, então, incidem no produto os custos dos encargos federais, Cide e PIS/Cofins, que hoje representam R$ 0,07085 centavos de real, além do valor do ICMS estadual (Distrito Federal) – sob a alíquota de 28%, entretanto, este percentual de cálculo é feito sobre o preço de pauta, valor determinado pela Secretaria de Fazenda do Governo do Distrito Federal.
De acordo com o sindicato, o valor de ICMS é atualizado sempre nos dias 1º e 16 de cada mês, ou seja, quinzenalmente. Após o somatório de todos esses valores, o distribuidor adiciona ao preço do produto a sua margem de comercialização e repassa ao revendedor, que, por fim, adiciona também a sua margem de comercialização ao preço do produto e vende ao consumidor final.
Saiba quais são os impostos e tributos que incidem nos preços dos combustíveis:

