Covid: vigilantes da UnB temem contaminação durante o trabalho

Escala de trabalho dos funcionários de segurança da UnB foi alterada e categoria convocou assembleia para esta quarta

atualizado 06/04/2021 14:45

Universidade de BrasíliaRafaela Felicciano/Metrópoles

Vigilantes da Universidade de Brasília (UnB) estão preocupados com a transmissão do novo coronavírus no ambiente de trabalho. A instituição aumentou a escala de trabalho em pleno colapso da saúde pública. Três pessoas nesta função já morreram de Covid-19 em 2021, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub).

“Além da sobrecarga de trabalho que eles estão querendo nos impor, também nos negam o mínimo como álcool em gel, máscara e luvas, além de higienização das viaturas e das áreas próximas a central de segurança”, denuncia Edmilson Lima, coordenador geral do Sintfub e vigilante do quadro da universidade.

Em 24 de março, o sindicato enviou pedido à reitoria da UnB pedindo, entre outras coisas, a distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs), liberação dos trabalhadores em grupos de risco, a escala alternada do pessoal da limpeza na pandemia e a estabilidade provisória do emprego enquanto durar a pandemia.

“Os terceirizados são a parte mais vulnerável da força de trabalho da instituição. Para se deslocarem até a UnB, necessitam do transporte coletivo, onde se arriscam diariamente a uma alta probabilidade de contaminação”, afirma o texto.

E continuam: “Destacamos que já tivemos um óbito de vigilante orgânico, um óbito de vigilante da Life [empresa de vigilância contratada pela UnB], um vigilante orgânico está atualmente internado na UTI e seis porteiros afastados com a doença confirmada”.

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Os vigilantes realizarão uma assembleia nesta quarta-feira (7/4), às 8h, em frente ao prédio da segurança.

O outro lado

Em resposta, a Universidade de Brasília declarou que a mudança na escala não está relacionada ao momento da pandemia.

“Ocorre porque a escala praticada pelos vigilantes do quadro da UnB foi considerada irregular pela Advocacia-Geral da União (AGU), após pedido de análise feito pelo próprio Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub)”, disse, em nota, a instituição.

De acordo com a UnB, o regime de trabalho 12 x 36, no qual os servidores trabalham 12 horas e folgam um dia e meio, é o previsto na legislação para serviços como o de vigilância.

“Cabe ressaltar que a UnB tem tomado todas as medidas de segurança sanitária para a realização de atividades essenciais nos campi, como a instalação de dispensers de álcool em gel e de bebedouros e torneiras de acionamento automático, que evitam a necessidade de toque”, finalizou.

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