Cama elástica em quadra do Sudoeste causa polêmica na vizinhança

Casal de aposentados formalizou reclamação por causa do barulho provocado pelo pula-pula instalado na Quadra 302

atualizado 07/04/2021 12:13

Polêmica com pula-pula no SudoesteRafaela Felicciano/Metrópoles

Uma cama elástica instalada na 302 do Sudoeste divide os moradores da quadra. Incomodados com o barulho, um casal de aposentados apresentou, nessa terça-feira (6/4), uma carta à prefeitura comunitária e à administração do Sudoeste.

O documento tem 11 páginas e discorre a respeito de uma solução amigável para ambas as partes.

Veja imagens do pula-pula:

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“Apesar de ser injusto, indevido e inadequado alterarmos nossas rotinas e nível de fruição de nossa casa (a que temos direito inalienável, previamente adquirido), já tentamos avaliar se fechar as janelas (todas as janelas de nosso apartamento, sem exceção, voltadas para o referido jardim) e usar tampões de ouvido resolveriam o problema, porém, essas iniciativas se mostraram insuficientes para recuperar um nível de silêncio/tranquilidade adequados, resultando em afetação de nossas saúdes. (Um único episódio estressante provocado por essa situação já justificaria a presente reclamação, muito mais justificada está, então, em razão dos inúmeros episódios vivenciados diariamente)”, cita.

Veja o documento:

Pais argumentam, no entanto, que o brinquedo faz parte da quadra desde 2018 e nunca causou incômodo. A cama elástica foi instalada por um grupo de pais da 302 e tem diversas regras de uso, visando ao distanciamento e à segurança. ” Os próprios pais cuidam dela. Nós mesmos fazemos a manutenção”, conta a fisioterapeuta e estudante de direito Camila Silva, 39. Ela apresenta-se como porta-voz do grupo de responsáveis pelas crianças.

Camila tem duas filhas: uma de 3 anos; a outra de 10 meses. Ambas têm o costume de se divertirem no brinquedo. “Não é um barulho ensurdecedor e tem regras. As crianças não ficam berrando”, diz.

Veja carta assinada por ela:

A babá Madalena Pereira, 22, cuida de duas crianças. Ela desce com as meninas, de 5 e 3 anos, todos os dias. “Sempre tem crianças por aqui. O barulho não é alto assim, não incomoda”, atesta.

Procurada pelo Metrópoles, a prefeitura da quadra destacou que assume postura neutra no embate e que não se responsabiliza pelo brinquedo, sendo a função dela apenas a de transmitir a reclamação para o grupo de pais.

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