
Pouca vergonhaColunas

Broxou no sexo? Médica revela as principais causas da disfunção erétil
O problema que atinge homens de todas as idades na hora do sexo pode ter origem física ou emocional; entenda
atualizado
Compartilhar notícia

Quando o parceiro começa a “broxar” com frequência no sexo, é natural que surjam dúvidas, inseguranças e até tensão no relacionamento. Mas você sabia que, grande parte das vezes, não é nada pessoal, já que a disfunção erétil pode ter causas físicas ou emocionais?
Ao jornal britânico Daily Mail, a médica Philippa Kaye comentou que, em algumas situações, a disfunção erétil é mais do que um problema de desempenho sexual. Os médicos costumam considerar o quadro como um sinal de alerta para diversas condições.
Segundo ela, há algumas pessoas que, mesmo tomando medicamentos como o Viagra, seguem com o imbróglio. Isso ocorre porque a disfunção erétil muitas vezes pode ser causada por problemas de fluxo sanguíneo provocados por pressão alta, colesterol alto ou diabetes.
Essas condições, geralmente desencadeadas por uma alimentação inadequada e falta de exercícios, aumentam consideravelmente o risco de um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.
“Costumamos aconselhar que pacientes com disfunção erétil pratiquem exercícios físicos regularmente; percam peso, se necessário; parem de fumar e limitem o consumo de álcool”, comentou a médica.
Emocional também afeta
Já em entrevista anterior à Pouca Vergonha, a sexóloga Alessandra Araújo destaca que a disfunção erétil (DE) pode transformar um episódio ocasional em um problema emocional sério quando passa a acontecer repetidamente.
“O homem pode começar a associar sua masculinidade e capacidade de dar prazer apenas à ereção, o que afeta muito a autoestima”, explica. Esse cenário gera ansiedade de desempenho, um ciclo em que o medo de falhar torna o problema ainda mais frequente.

Relacionamento impactado
Para o relacionamento, Alessandra ressalta que a DE é como um elefante na sala: “Ela não afeta só a relação sexual, mas cria tensão, frustração e um silêncio que distanciam o casal emocionalmente.”
A sexóloga aconselha manter o diálogo aberto e explorar outras formas de intimidade, como toques, beijos e carícias, atitudes que podem ajudar o casal a manter o prazer e a conexão, mesmo sem a ereção.
Falhas ocasionais
Em outra entrevista, o urologista Elizeu B. Neto reforçou que falhas ocasionais na ereção são normais em situações de estresse, cansaço ou uso excessivo de álcool.
Porém, se essas dificuldades se repetem em várias tentativas seguidas, é importante investigar. “Entre as causas físicas comuns estão problemas vasculares, diabetes, alterações hormonais e efeitos colaterais de medicamentos”, destaca.
























