
Paulo CappelliColunas

Magno Malta quer convocar irmão de Toffoli na CPI do Crime Organizado
Senador requer convocação de irmão do ministro do STF após reportagem do Metrópoles sobre possível exploração de jogos de azar
atualizado
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O senador Magno Malta (PL) apresentou requerimento à CPI do Crime Organizado para convocar o irmão do ministro Dias Toffoli (STF), José Carlos Dias Toffoli, a prestar depoimento ao colegiado. A iniciativa tem como base reportagem da coluna de Andreza Matais e André Shalders, do Metrópoles, que apontou a existência de máquinas de apostas, jogos de cartas com dinheiro e atuação de dealers em um resort no Paraná, erguido em Ribeirão Claro (PR) pela família de Toffoli.
Ao justificar a convocação, o parlamentar sustenta que “a exploração de jogos de azar ilegais constitui atividade frequentemente associada à lavagem de dinheiro, em razão da intensa circulação de recursos, da dificuldade de rastreamento financeiro e da possibilidade de ocultação da real origem dos valores movimentados”.
Magno Malta afirma ainda que compete à CPI “examinar as formas contemporâneas de atuação das organizações criminosas, com especial atenção aos mecanismos utilizados para ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem ilícita na economia formal”.
Segundo ele, a oitiva é necessária para esclarecer o início das atividades, a participação de administradores e o grau de conhecimento sobre as práticas relatadas.
Resort Tayayá
Segundo a reportagem da coluna de Andreza Matais e André Shalders, o Resort Tayayá, erguido em Ribeirão Claro (PR) pela família do ministro Dias Toffoli (STF), abriga um cassino. O estabelecimento está no centro de um escândalo que lançou desconfiança sobre a atuação de Toffoli no caso do Banco Master.
O cassino tem entre seus atrativos máquinas eletrônicas de apostas e mesas de jogos de carteado. No local, é possível jogar blackjack, modalidade de aposta com cartas proibida no Brasil. Todos os jogos são valendo dinheiro.
No fim do ano passado, Toffoli fechou o resort para uma festa destinada a familiares e convidados. Na ocasião, o estabelecimento já havia sido vendido por dois irmãos e um primo do ministro a um advogado da J&F, a gigante frigorífica de Joesley e Wesley Batista.
Antes disso, ações do hotel foram adquiridas por um fundo que tinha como investidor o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Toffoli é o relator, no STF, de investigação envolvendo o banco. Também já atuou em processos da J&F.