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Paulo Cappelli

Aliados de Lula apontam “contradição” de Fux em voto sobre Bolsonaro

Aliados do governo citam censura a Lula em 2018 e cobram coerência de Fux após voto que beneficia Bolsonaro

22/07/2025 15:03, atualizado 22/07/2025 16:00
Reprodução
Lula e Lindbergh

Aliados do presidente Lula afirmam haver uma contradição, por parte de Luiz Fux, após o ministro do STF divergir de Alexandre de Moraes e votar contra medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro (PL).

Em 2018, Fux, então vice-presidente do STF, proibiu a Folha de S.Paulo de entrevistar Lula, atendendo a um pedido do partido Novo.

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Lindbergh Farias
Rogério Correia (PT)
Alencar Santana (PT)
Jair Bolsonaro
Luiz Fux
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Luiz Fux

Igo Estrela/Metrópoles
Lindbergh Farias
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Lindbergh Farias

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotos
Rogério Correia (PT)
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Rogério Correia (PT)

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Alencar Santana (PT)
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Alencar Santana (PT)

Paulo Sergio/Câmara dos Deputados
Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro

No voto contrário à decisão de Alexandre de Moraes que estabeleceu medidas cautelares a Jair Bolsonaro, Fux afirmou que a tornozeleira eletrônica e outras restrições impostas ao ex-presidente são desnecessárias no momento e restringem de forma desproporcional direitos como a liberdade de expressão e de locomoção, sem demonstração concreta dos requisitos legais.

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Para o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, a postura do ministro entra em choque com o próprio histórico.

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“A posição isolada do ministro Luiz Fux ao votar contra a manutenção das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro revela uma contradição flagrante com sua própria jurisprudência — especialmente com a decisão de 2018, quando suspendeu uma entrevista do ex-presidente Lula à imprensa sob o argumento de que a manifestação poderia ‘confundir o eleitorado'”, afirmou o parlamentar coluna.

O petista opinou: “Naquele momento, Fux relativizou a liberdade de expressão de um líder popular em pleno processo eleitoral, aceitando que a restrição de direitos fundamentais seria admissível para preservar a ordem institucional”.

“Agora, no entanto, [Fux] adota postura diametralmente oposta: considera que medidas como a proibição de uso de redes sociais e contato com investigados violam garantias constitucionais, mesmo diante de evidências de que Bolsonaro utilizou essas ferramentas para atacar o Judiciário, promover desinformação e incitar a ruptura institucional”.

O deputado Rogério Correia (PT), por sua vez, comentou: “O Lula nunca tentou golpe e não podia falar. E o réu Bolsonaro pode continuar propagando golpe? Parece uma decisão por diferenças políticas”.

Deputado do PSol se manifesta

O deputado federal Chico Alencar (PSol) também se manifestou sobre o assunto:

“Coerência não costuma ser o forte dos homens públicos no Brasil. Não é a primeira vez que uma pessoa processada é impedida de usar as redes sociais, e mesmo de dar entrevistas.

É isso: o próprio ministro Fux aplicou uma censura prévia à Folha, impedindo o veículo de publicar uma entrevista com o Lula, que estava preso na ocasião.

A diferença é a ambiguidade da cautelar aplicada a Bolsonaro, pois ela não impede que esse réu dê entrevista, mas considera descumprida a cautelar caso “terceiros”, incluídos veículos de imprensa, publiquem essa mesma entrevista em plataformas de redes sociais.

Isso me parece equivocado porque pode responsabilizar o réu pela conduta de terceiros e, a rigor, configurar uma violação da liberdade de expressão dos veículos que eventualmente tenham interesse em divulgar essas entrevistas nas redes sociais.

Aguardemos o que os advogados de Bolsonaro dirão, face ao pedido de esclarecimento feito pelo Ministro Alexandre de Moraes.”

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