Saiba quem é o deputado alvo de operação da PF por suspeita de fraude
Marcelo Queiroz foi bordado pela Polícia Federal (PF) no Aeroporto Santos Dumont, enquanto se preparava para embarcar para Brasília

O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB), alvo da Operação Castratio deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (12/5), iniciou a trajetória pública em 2012, como vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Ao longo da carreira, também ocupou cargos nas administrações municipal e estadual do Rio antes de chegar à Câmara dos Deputados, em 2022.
Antes de ser eleito deputado federal, Marcelo foi secretário municipal de Administração do Rio de Janeiro e deputado estadual eleito em 2018. Durante a gestão no governo estadual, também comandou as secretarias de Meio Ambiente e de Agricultura.
Atualmente, na Câmara dos Deputados, o parlamentar atua como titular da Comissão de Legislação Participativa, da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços e da Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6×1 Vida Digna ao Trabalhador (PEC 221/19). Ele também é suplente da Comissão de Finanças e Tributação.
Desde este ano, Queiroz ocupa a presidência da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara.
O salário bruto mensal do deputado é de R$ 46.366,19.
Durante o atual mandato, o parlamentar se licenciou diversas vezes da Câmara para reassumir o cargo de secretário municipal de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro. Os afastamentos ocorreram entre agosto de 2025 e março de 2026, com retornos sucessivos ao mandato parlamentar.
Operação
A investigação da PF apura suspeitas de fraude em contratos de cerca de R$ 200 milhões ligados à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro, pasta comandada por Queiroz à época dos fatos.
Segundo a PF, a investigação apura supostas irregularidades em contratos voltados para serviços de castração e esterilização de animais, além do possível direcionamento de licitações e superfaturamento, indícios de lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa.
Ao todo, os policiais cumprem 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências ocorrem em cidades do Rio de Janeiro, incluindo a capital, Niterói, Macaé e Itaocara, além de São Roque e Mairinque, em São Paulo.
Os investigadores suspeitam que o caráter competitivo das licitações tenha sido comprometido para favorecer contratos específicos.
Os materiais recolhidos durante a operação serão analisados para aprofundar as investigações e identificar a participação de cada envolvido no suposto esquema. A corporação afirma que novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias.





















