
Mirelle PinheiroColunas

Guerra entre facções: polícia mira célula do PCC que aterroriza o MT
O grupo é responsável pela prática recorrente de crimes como tráfico de drogas e homicídios decorrentes de disputas territoriais
atualizado
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Uma operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT), na manhã desta quarta-feira (19/11), para cumprir ordens judiciais contra criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado.
Batizada de Operação Tríade, a ação policial cumpre 28 ordens judiciais expedidas pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.
Investigações, iniciadas a partir do compartilhamento de informações realizado pela Delegacia de Polícia Civil de Cáceres com o Gaeco, identificaram provas robustas da atuação do PCC em Mato Grosso. Os documentos revelam que foram identificados mais de 20 suspeitos com ligação direta à facção investigada.
Série de crimes
O objetivo da operação é desarticular o grupo criminoso que vem provocando terror em regiões do estado. Segundo os investigadores, os traficantes estão por trás da prática de diversos crimes, dentre eles o tráfico de drogas e homicídios decorrentes de disputas territoriais entre facções.
Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão em quatro cidades de Mato Grosso — Cáceres, Barra do Bugres, Várzea Grande e Sorriso — e uma de Mato Grosso do Sul, Chapadão do Sul.
Para o cumprimento das medidas, a operação conta com apoio de equipes do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) de MT, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Fronteira (Defron) e do 6º Comando Regional da Polícia Militar.
“A operação é resultado da integração entre as instituições e uma resposta importante diante dos crimes violentos que vêm ocorrendo em Cáceres”, afirmou a delegada Bruna Laet.
Ação integrada
A operação é deflagrada pela força-tarefa permanente constituída pela Polícia Civil, Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Gaeco.
O nome da operação, “Tríade”, faz alusão à sigla utilizada pela facção da qual os investigados fazem parte, composta por três letras.
