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Mirelle Pinheiro

Guerra entre facções: polícia mira célula do PCC que aterroriza o MT

O grupo é responsável pela prática recorrente de crimes como tráfico de drogas e homicídios decorrentes de disputas territoriais

19/11/2025 12:40
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Arte/Metrópoles
Imagens coloridas mostram 3 pichações com a sigla PCC em uma parede cinza: letras nas cores amarelo, vermelho e preto

Uma operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT), na manhã desta quarta-feira (19/11), para cumprir ordens judiciais contra criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado.

Batizada de Operação Tríade, a ação policial cumpre 28 ordens judiciais expedidas pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

Investigações, iniciadas a partir do compartilhamento de informações realizado pela Delegacia de Polícia Civil de Cáceres com o Gaeco, identificaram provas robustas da atuação do PCC em Mato Grosso. Os documentos revelam que foram identificados mais de 20 suspeitos com ligação direta à facção investigada.

Série de crimes

O objetivo da operação é desarticular o grupo criminoso que vem provocando terror em regiões do estado. Segundo os investigadores, os traficantes estão por trás da prática de diversos crimes, dentre eles o tráfico de drogas e homicídios decorrentes de disputas territoriais entre facções.

Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão em quatro cidades de Mato Grosso — Cáceres, Barra do Bugres, Várzea Grande e Sorriso — e uma de Mato Grosso do Sul, Chapadão do Sul.

Para o cumprimento das medidas, a operação conta com apoio de equipes do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) de MT, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Fronteira (Defron) e do 6º Comando Regional da Polícia Militar.

“A operação é resultado da integração entre as instituições e uma resposta importante diante dos crimes violentos que vêm ocorrendo em Cáceres”, afirmou a delegada Bruna Laet.

Ação integrada

A operação é deflagrada pela força-tarefa permanente constituída pela Polícia Civil, Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Gaeco.

O nome da operação, “Tríade”, faz alusão à sigla utilizada pela facção da qual os investigados fazem parte, composta por três letras.