
Manoela AlcântaraColunas

Lindbergh pede extradição de Eduardo Bolsonaro e inclusão na Interpol
Petista acusa ex-deputado de pressionar autoridades após dizer que acionará governo Trump contra eventuais irregularidades no TSE
atualizado
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O vice-líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (RJ), pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a extradição do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e a inclusão do ex-parlamentar na lista da Interpol.
Em documento apresentado ao STF nesta segunda-feira (6/4), o parlamentar afirma que Eduardo estaria articulando ações junto a autoridades dos Estados Unidos contra integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Lindbergh cita declarações de Eduardo ao colunista do Metrópoles Paulo Cappelli, nas quais, segundo ele, o filho do ex-presidente atua em um mecanismo de pressão contra autoridades brasileiras.
“A gravidade da declaração é manifesta, uma vez que o réu não formula mera crítica política, nem se limita a reproduzir opinião genérica sobre o processo eleitoral. O que anuncia é a continuidade de uma estratégia de pressão estrangeira sobre autoridades brasileiras, agora voltada explicitamente contra a Justiça Eleitoral em pleno ano de eleição presidencial”, diz.
Segundo o deputado, as declarações indicam que Eduardo segue atuando, supostamente, contra o Brasil, considerando que o ex-parlamentar é réu por coação no âmbito do processo da trama golpista.
“A permanência do acusado no exterior, somada à reafirmação pública da utilização do exterior como base de operação política contra tribunais brasileiros, reforça o risco de continuidade da conduta e de comprometimento da plena efetividade da jurisdição penal”, escreveu.
O documento apresentado ao ministro do STF pede a extradição e a inclusão de Eduardo na lista vermelha da Interpol.
Entrevista
Em entrevista ao Metrópoles, o ex-parlamentar afirmou que integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderão sofrer sanções por parte dos Estados Unidos, caso Washington entenda haver irregularidades nas eleições deste ano.
“Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, disse o ex-deputado.
