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Igor Gadelha

Oposição se movimenta após retomar maioria na CPI do MST

Ricardo Salles, relator da CPI do MST, e Kim Kataguiri, o 1º vice, protocolaram requerimentos após oposição retomar maioria na comissão

28/08/2023 14:06, atualizado 28/08/2023 14:16
Igo Estrela/Metrópoles
João Pedro Stedile, líder do MST, ao lado do ex-Ministro do Meio Ambiente, deputado Ricardo Salles - Metrópoles

Com PP e Republicanos devolvendo o controle da CPI do MST à oposição ao governo Lula, o comando da comissão já se movimentou nesta segunda-feira (28/8) e protocolou requerimentos para continuar as investigações.

Logo pela manhã, o 1º vice-presidente da CPI, deputado Kim Kataguiri, pediu a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do coordenador do MST, João Pedro Stédile.

O relator da CPI, deputado Ricardo Salles (PL-SP), também se movimentou. Ele protocolou dois requerimentos, nesta segunda-feira, para investigar lideranças e empresas ligadas ao MST.

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O primeiro pedido é para convocar de três lideranças de movimentos sem-terra: Diolinda Alves de Souza, Lucineia do Rosario e Oronildo Loures Costa.

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No caso, Lucineia e Oronildo são funcionários do gabinete do deputado Valmir Assunção (PT-BA). Já Diolinda trabalha com a deputada Sâmia Bomfim (PSol-SP).

Salles também pediu as quebras de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático da Associação Brasil Popular (Abrapo); da presidente da entidade, Leticia Barqueta; e de seus diretores, Itelvina Maria Masioli e Wesley Oliveira Lima.

O relator aponta que a Abrapo pode ser uma das ” principais fontes gestoras dos recursos do” MST e que a quebra de sigilo seria necessária para entender a relação da entidade com o movimento sem-terra.