Igor Gadelha

Planalto escanteia ministra das Mulheres em ato contra feminicídio. Vídeo

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ficou de fora da lista de autoridades que discursaram no ato pelo Pacto Nacional contra o Feminicídio

atualizado

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Ato contra o feminicídio no Palácio do Planalto
1 de 1 Ato contra o feminicídio no Palácio do Planalto - Foto: Carolina Nogueira/Metrópoles

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ficou de fora da lista de autoridades que discursaram durante o lançamento do “Pacto Nacional contra o Feminicídio”, coordenado pela pasta dela.

A cerimônia ocorreu na manhã da quarta-feira (4/2), no Palácio do Planalto, e contou com as presenças do presidente Lula e dos chefes do STF, da Câmara dos Deputados e do Senado.

Inicialmente, a assessoria de imprensa da ministra informou à coluna que ela foi ao evento preparada para discursar. Depois, mudou a versão e afirmou que não havia previsão de fala dela.

Durante o evento, Márcia ficou sentada na ponta da primeira fila das autoridades, onde também estavam Lula, os chefes dos outros Poderes e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (SRI).

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A ministra das Mulheres também foi excluída da foto oficial, com o pacto já assinado. A imagem contou apenas Lula e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre; da Câmara, Hugo Motta; e do STF, Edson Fachin.

Márcia Lopes apareceu apenas em uma segunda foto oficial, na qual estavam todos as demais autoridades presentes no palanque principal da cerimônia de lançamento do pacto.

Segundo auxiliares de Lula, a ideia do evento era conscientizar os homens. Procurada para explicar o escanteamento da ministra das Mulheres no ato, a Secretaria de Imprensa da Presidência não respondeu.

Durante a cerimônia no Planalto, além de Lula, discursaram Fachin, Motta e Alcolumbre, além da ministra Gleisi Hoffmann e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

Questionado pela coluna, o Planalto afirmou que a cerimônia foi para a “formalização de um acordo inédito entre os Três Poderes da República para o enfrentamento ao feminicídio no Brasil”.

E, por isso, teve os discursos dos presidentes do STF, Senado, Câmara dos Deputados, ministra Gleisi e Janja. “O formato do evento seguiu o protocolo institucional, não existindo, portanto, qualquer desprestígio a autoridades ou órgãos relacionados à agenda”, afirmou o Planalto.

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