
Igor GadelhaColunas

Aécio defende Gilmar e Moraes e diz que relatório de CPI é “frágil”
Em entrevista à coluna, Aécio Neves avaliou que relatório da CPI do Crime Organizado é “frágil” e que compreende reação de Gilmar Mendes
atualizado
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O presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), saiu em defesa de ministros do STF após o relatório da CPI do Crime Organizado do Senado pedir o indiciamento de três magistrados da Corte.
Em entrevista à coluna, Aécio avaliou como “frágil” o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pediu o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes por crime de responsabilidade.
“Eu li o relatório do senador Alessandro. Achei que isso aqui, com muita franqueza, é absolutamente frágil. É natural que se investigue, até porque se repete o escopo, que é a investigação em relação ao crime organizado e suas conexões. Acho que ninguém está isento de investigações, mas, na hora em que ele se concentra no relatório final em três figuras do Supremo Tribunal Federal, ele acabou representando mais uma peça eleitoral do que um documento com bases para seguir adiante, tanto que foi rejeitado no próprio ambiente da CPI”, diz Aécio.
Nesse cenário, Aécio avalia ser compreensível a reação dos ministros da Corte, como foi o caso de Gilmar Mendes, que pediu uma investigação contra Alessandro Vieira por possível crime de abuso de autoridade.
“Eu compreendo alguém, por exemplo, como ele (Gilmar), que, mais indignado, eu vejo que, em razão de uma decisão proferida dentro das suas atribuições constitucionais, passa a ser inserido em uma exposição dessa grandeza. São todos seres humanos, e eu entendo, sobretudo alguém com a história, a qualidade intelectual e o espírito público do ministro Gilmar, ter esse sentimento atacado na sua honra”, completou.
Aécio defende Moraes
Na entrevista, Aécio também saiu em defensa de Alexandre de Moraes. Para o tucano, a marca do ministro do Supremo registrará na história é de alguém que foi absolutamente firme na defesa da democracia.
“Não existe ninguém que tudo que fez foi absolutamente correto. Mas a marca do ministro Alexandre — essa é a que a história registrará, na minha avaliação — é de alguém que foi absolutamente firme e determinante para que nós não corressemos o risco de perder o nosso mais valioso bem — e olha que isso me remete à minha própria história — que são as unidades democrática, as nossas instituições sólidas e funcionando. Eu brinco que eu sou não filho, mas neto da democracia no Brasil. Acho que essa foi a grande contribuição que o ministro Alexandre deu e é essa que eu acho que a história haverá de registrar”, afirmou.
Confira a entrevista na íntegra:





