Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

O real motivo que separa as candidaturas de Haddad e Boulos em SP

Pré-candidatos ao governo do estado disputarão os votos do eleitorado de esquerda em 2022

atualizado 02/10/2021 19:23

Guilherme Boulos e Fernando HaddadRicardo Stuckert/Divulgação

A construção de palanques para Lula no interior de São Paulo inviabilizou a união do ex-prefeito Fernando Haddad e do líder sem-teto Guilherme Boulos em uma chapa única na eleição para o governo de São Paulo em 2022.

Lideranças petistas envolvidas na construção da candidatura de Haddad dizem que Lula não poderia andar a tiracolo de Boulos no maior colégio eleitoral do país. Os petistas afirmam que a rejeição a Boulos é elevada no interior de São Paulo e que o candidato do PSol não traria ao ex-presidente nenhum voto fora da esquerda.

Haddad foi lançado pelo PT na disputa porque, segundo avaliação interna, tem um perfil mais moderado aos olhos dos paulistas que rejeitam Bolsonaro e poderiam votar em Lula num segundo turno. O grupo de Haddad trabalha para achar uma mulher do interior de São Paulo e que não seja filiada ao PT para entrar na chapa como vice.

Em termos de estratégia eleitoral, o PT quer driblar a rejeição do interior paulista ao partido investindo no histórico de Haddad como ministro da Educação.

Haddad foi orientado a, quando começar a percorrer os municípios, marcar agendas em instituições de ensino inauguradas no período em que ele esteve à frente da pasta para fazer um contraponto à paralisia da gestão atual do ministério. A ideia é que, com isso, o petista consiga passar a imagem de um quadro técnico, capaz de se cacifar junto ao eleitorado de fora da esquerda.

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