Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Novo presidente da Colômbia conversará com Venezuela, diz embaixador

Embaixador colombiano no Brasil, Darío Montoya pediu "retorno da democracia" à Venezuela

atualizado 05/07/2022 16:12

Gustavo Petro Francia Marquez colombiaGuillermo Legaria/Getty Images

O embaixador colombiano no Brasil, Darío Montoya, afirmou nesta terça-feira (5/7) acreditar que o presidente eleito da Colômbia, Gustavo Petro, incentivará negociações por eleições livres na Venezuela. Eleito no mês passado, Petro será o primeiro presidente de esquerda da Colômbia.

“Tenho otimismo. Prevejo que Petro vai incentivar essas conversas. Vai ser muito útil para abrir o diálogo, para eleições livres na Venezuela. Petro é da esquerda democrática e nossas instituições são fortes. Que Petro vá muito bem”, disse Montoya em conversa com a coluna.

O embaixador foi indicado ao posto em 2019, início do governo Bolsonaro, pelo atual presidente colombiano, Iván Duque. Em 7 de agosto, Duque passará a faixa para o esquerdista Petro em Bogotá.

Montoya abriu as portas da embaixada da Colômbia para uma ocasião inusitada: celebrar o Dia da Independência da Venezuela. É que a embaixada venezuelana, que fica na mesma rua, está ocupada por funcionários do regime de Nicolás Maduro, a contragosto do Itamaraty.

O governo Bolsonaro reconhece como embaixadora venezuelana a diplomata María Teresa Belandria, indicada por Juan Guaidó, líder da oposição que se autoproclamou presidente interino da Venezuela em 2019.

No discurso, Belandria chamou Maduro de “ditador e sequestrador”. O embaixador colombiano fez uma “saudação otimista pelo futuro das nossas democracias e pelo retorno da democracia à Venezuela, nosso país irmão”.

A solenidade contou com integrantes do Itamaraty, Ministério dos Direitos Humanos e da Vice-Presidência. O único parlamentar foi o deputado Eduardo Bolsonaro.

Apesar da eleição tensa na Colômbia, a vitória de Petro foi prontamente aceita pelo rival, o direitista Rodolfo Hernández e o atual presidente, Iván Duque. Duque prometeu uma transição “harmoniosa e pacífica”.

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