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Mortes por pneumonia aumentam e DF tem janeiro mais letal da história

Cartórios do DF registraram, em janeiro de 2022, 1.658 óbitos. Apenas as mortes por pneumonia aumentaram 77% em relação a janeiro de 2021

atualizado

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KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty
Detalhe de ataque ao pulmão
1 de 1 Detalhe de ataque ao pulmão - Foto: KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty

Os cartórios de registro civil do Distrito Federal registraram recorde de óbitos no mês passado, sendo este o janeiro mais mortal desde o início da série histórica, em 2003. Foram notificados 1.658 óbitos no DF, um aumento de mais de 11% em relação a janeiro de 2021, que somou 1.485 mortes e que já havia registrado crescimento de 18,1% em comparação com janeiro de 2020, ainda antes do início da pandemia no país.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-BR). A plataforma é abastecida em tempo real com atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos 7.658 cartórios de registro civil do país, e cruzados com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No primeiro mês deste ano, diante do avanço de doenças respiratórias, como Covid-19 e influenza, o DF registrou aumento de 77% nos falecimentos por pneumonia, em comparação com o mesmo mês de 2021: as mortes por pneumonia passaram de 171 para 304. Em 2020, antes da pandemia, foram 249 óbitos pela doença.

Outro dado observado está relacionado ao crescimento de mortes por doenças do coração em janeiro deste ano, na comparação com o primeiro mês do ano passado: AVC (72%), septicemia (44%) e insuficiência respiratória (29%). Também registraram crescimento as mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG, com 25%), doenças cardiovasculares (15%) e infarto (10%). Já os óbitos por Covid-19 tiveram redução de 56% no período.

“Os números dos cartórios de Registro Civil mostram mais uma vez, em tempo quase que real, o retrato fidedigno do que acontece com a população brasileira. Embora haja uma diminuição clara nos óbitos por Covid-19, ainda não se conhecem todos os efeitos das novas variantes, em especial da Ômicron, que, diante do aumento de casos no último mês, parece ser a causa do crescimento de óbitos de outras doenças, como a pneumonia, doenças do coração e septicemia”, avalia Gustavo Renato Fiscarelli, presidente da Arpen-BR.

Mortes violentas crescem

Também no mês passado os falecimentos por mortes naturais – aquelas causadas por doenças – cresceram 10,8%. Já as mortes por causas violentas – aquelas em razão de homicídios, acidentes de veículos, suicídio, entre outras – aumentaram 36%.

Para a Arpen, isso mostra que a diminuição do isolamento elevou os índices de óbitos em razão de acidentes e crimes. Na comparação de janeiro de 2020, antes do isolamento, com janeiro de 2021, houve queda de 6,12% nas mortes violentas

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