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Ministério da Saúde constata erro no número da conta ao transferir R$ 6,6 mi para Kyara

Equívoco, no entanto, de acordo com a família, não irá atrasar o recebimento do valor para custear o remédio mais caro do mundo

atualizado 16/10/2020 9:06

Reprodução/Instragram @cureakyara

Um erro na conta bancária informada ao Ministério da Saúde para o depósito de R$ 6.659.018,86 que pagará o remédio mais caro do mundo à Kyara Lis de Carvalho Rocha, de 1 ano e 2 meses, surpreendeu os familiares da criança. Ela foi diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME) e esperava a transferência do governo para compra do Zolgensma, avaliado em R$ 12 milhões.

A transferência, determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi feita na tarde desta quinta-feira (15/10). Após a emissão da ordem bancária, no entanto, constatou-se  um “erro material” no número da conta informada pela família. “Foi um susto, mas logo entramos em contato com o Ministério da Saúde e vimos que era algo simples de resolver. Serviu para reforçar o tamanho da nossa luta”, disse a mãe da criança, Kayra Dantas, ao Metrópoles.

De acordo com ela, o equívoco não irá atrasar o depósito do valor. “Nos informaram que, de qualquer maneira, o dinheiro cairia na conta amanhã [sexta-feira (16/10)]”.

A decisão do STJ determinou, no último dia 6 de outubro, que o órgão federal complementasse a diferença para a aquisição do Zolgensma, avaliado em R$ 12 milhões. Poucos dias antes da manifestação do magistrado, a família da criança havia arrecadado o valor de R$ 5.340.981,14, por meio de rifas e doações.

No fim de setembro, o órgão federal chegou a informar que não poderia pagar pelo remédio, o qual utiliza terapia gênica para frear a doença degenerativa. Na prática, a fórmula pode ser usada em pacientes da doença com até 2 anos para inibir os avanços da perda de neurônios motores.

Pela decisão do magistrado, a partir do recebimento, a família da criança deverá prestar contas para a Justiça, em até 30 dias, de todo o uso do dinheiro transferido pelo governo federal. A medida é para assegurar que o montante seja realmente destinado para os custos com o remédio, considerado o mais caro do mundo.

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