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Justiça nega prisão de Lucas Bove e aplica multa de R$ 50 mil
Lucas Bove tornou-se réu por agredir a ex-mulher, a influenciadora Cíntia Chagas. Justiça entendeu que ele descumpriu medidas protetivas
atualizado
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A Justiça de São Paulo negou pedido de prisão preventiva do deputado estadual Lucas Bove (PL), mas aplicou multa de R$ 50 mil, que deverá ser paga à ex-mulher do parlamentar, a influenciadora Cíntia Chagas.
Em decisão expedida na terça-feira (4/11), o juiz Felipe Pombo Rodriguez entendeu que o réu descumpriu medidas protetivas que o proibiam de fazer qualquer menção à vítima.
“Ficou documentalmente comprovado que o averiguado divulgou ‘nota à imprensa’ com menção nominal à ofendida e discussão do processo; realizou transmissão ao vivo comentando o caso; e, posteriormente, reiterou publicações após ciência de pedido ministerial de prisão, inclusive fazendo referência ao processo e a atuação institucional do Ministério Público”, justificou o magistrado.
O juiz disse que, “não obstante a gravidade das condutas e o desrespeito à autoridade judicial, a decretação da prisão preventiva, neste momento processual, não se mostra medida adequada, necessária e proporcional, notadamente porque as violações limitam-se a meio digital, sem notícia recente de aproximação física, ameaça direta atual ou risco imediato à integridade física da vítima”.
Lucas Bove tornou-se réu após a Vara da Região Oeste de Violência Doméstica e Família Contra a Mulher aceitar denúncia do Ministério Público por violência psicológica, stalking, lesão corporal e descumprimento de medidas protetivas.
Cíntia Chagas acusa o ex-marido de usar a posição de poder para silenciá-la, descredibilizá-la e desqualificá-la.
Advogada da influenciadora, Gabriela Manssur disse que “houve tentativas claras de manipular a opinião pública contra os direitos das mulheres, de distorcer fatos, inverter papéis e transformar a vítima em ré”.
“Depois de um ano e três meses de muito trabalho, estudo e resistência, a Justiça finalmente prevaleceu. Foi um tempo de dor e coragem, em que cada passo exigiu fé e firmeza para enfrentar não apenas as violências sofridas, mas também o peso do silenciamento, da descredibilização, das perseguições, calúnias e ameaças veladas”, afirmou.
O que diz Lucas Bove
Em nota divulgada à imprensa, o deputado e os advogados de defesa comemoraram a negativa do pedido de prisão e afirmaram que “agora finalmente poderá comprovar a mendacidade das acusações que lhe foram dirigidas, produzindo provas que evidenciem sua inocência, de forma absoluta”.
No texto, os advogados e o parlamentar ainda dizem que Cíntia é uma “pseudo vítima” e que estaria tentando criar falsas narrativas.
“Essa defesa não cansará de ressaltar e não se conformar com o vazamento contínuo de informações a respeito do processo, que possui segredo e sigilo judicial, bem como que a intitulada pseudo vítima, Cintia Maria Chagas, mesmo havendo expressa ordem, continua a desrespeitar e descumprir as suas decisões restritivas, querendo criar suas falsas narrativas”, completam.
















