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Justiça condena réu a 130 anos de prisão por matar militares franceses

O Tribunal do Júri da Justiça Federal do Amapá condenou um homem pela morte de dois militares e tentativa de homicídio de outros 22

atualizado 06/05/2022 14:30

Fotografia colorida de júri popularReprodução/TRF-1

A Justiça Federal condenou um homem a 130 anos de prisão pela morte de dois militares e tentativa de homicídio de outros 22 integrantes das Forças Armadas Francesas. A sentença foi proferida durante o primeiro Tribunal do Júri da história da Justiça Federal do Amapá, na última quarta-feira (4/5).

Os crimes ocorreram em junho de 2012, durante ações de combate ao garimpo ilegal de ouro na Guiana Francesa, vizinha ao estado do Amapá.

Todo o julgamento, que durou 19 horas, foi transmitido para vítimas e familiares franceses, com tradução em tempo real.

O juiz da 4ª Vara Federal Criminal que presidiu a sessão de julgamento e a votação do júri popular, Mário de Paula Franco Júnior, disse que o caso é histórico: “A realização desse histórico julgamento com repercussão internacional mostra o compromisso e a seriedade da Justiça Federal em cumprir com a sua missão constitucional, fazendo cumprir e respeitar os tratados internacionais em que o Estado brasileiro é parte”.

O réu negou todas as alegações apresentadas e afirmou que não conheceu o outro acusado dos crimes, que morreu em janeiro deste ano. Os dois foram presos no garimpo.

O crime

Os militares do grupamento Gendarmerie, da Força Nacional Francesa, Sébastien Pissot e Stéphane Moralia, foram mortos a tiros quando desciam de rapel de um helicóptero na área de exploração ilegal de ouro, em Dorlin, sudoeste da Guiana Francesa.

O helicóptero foi atingido por tiros de fuzil AR 15. No mesmo dia, criminosos entraram em confronto novamente com os militares e os lesionaram.

O Ministério Público da França investigou o caso e enviou os documentos para o Brasil. Os dois países não têm acordo de extradição.

Os dois acusados foram presos em um hotel de Macapá quase um mês após os crimes. O homem condenado a 130 anos de prisão continuará na penitenciária de segurança máxima do Amapá.

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