Fabio Serapião

Vídeo: PF apreende dinheiro e joias em operação contra desvios no Pará

Operação Expertise, da PF em conjunto com a CGU, mirou desvios em contratos da Saúde e Educação no Pará que somam R$ 198 milhões

atualizado

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PF apreende dinheiro e joias durante operação Expertise, no Pará
1 de 1 PF apreende dinheiro e joias durante operação Expertise, no Pará - Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), apreendeu joias e dinheiro em espécie durante o cumprimento de mandados na manhã desta terça-feira (2/9) no âmbito da operação Expertise, que mirou irregularidades em contratos para a Saúde e Educação no Pará que somam R$ 198 milhões.

As ações foram cumpridas em Belém, capital paraense, e na cidade de Marituba (PA). Veja vídeos do momento da apreensão de dinheiro e joias:

Batizada de Expertise, a operação apura a atuação de uma organização criminosa voltada ao cometimento de crimes contra a administração pública e a lavagem de dinheiro, mediante a contratação fraudulenta de empresas por diversos órgãos públicos estaduais e municipais do Pará, por meio da utilização de recursos federais oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Os agentes cumpriram 18 mandados de busca e apreensão. Como mostrou a coluna, dentre os alvos está Fabrício Correa, chefe de gabinete do deputado estadual Chicão (MDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

Também foram bloqueados ativos no montante de até R$ 198 milhões, o afastamento de sigilo bancário e fiscal de 17 investigados, a prisão preventiva de cinco pessoa e o afastamento de seis servidores públicos.

Ainda, os órgãos cumpriram mandado de monitoramento eletrônico contra um dos alvos e a suspensão, por tempo indeterminado, das atividades econômicas de quatro empresas suspeitas, incluindo contratos firmados e atualmente vigentes com quaisquer órgãos do estado do Pará e do município de Marituba

Segundo a PF, as investigações mostram a existência de um “modus operandi” que envolve empresários, servidores públicos e empresas de fachada.

O esquema também inclui o direcionamento de licitações, adesões irregulares a atas de registro de preços, simulação ou execução parcial de contratos administrativos, repasses de vultosos valores públicos e, posteriormente, o saque em espécie e redistribuição desses recursos entre os agentes integrantes da organização.

As ações contaram com a participação de 65 policiais federais e 06 auditores da CGU. Os investigados poderão responder por crimes relacionados à lei de licitações, peculato, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

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