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Braskem? Odebrecht? Quem deu o calote de R$ 3,6 bilhões no BB
Calote revelado no balanço apresentado pelo Banco do Brasil (BB) provocou fortes oscilações no mercado
atualizado
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A divulgação do balanço financeiro do quatro trimestre de 2025 do Banco do Brasil, na última quarta-feira (11/2), caiu como uma bomba no mercado. De acordo com o documento divulgado para os investidores, um calote de R$ 3,6 bilhões catapultou o índice de inadimplência acima de 90 dias para 5,17% — o resultado ficou acima dos 4,51% no terceiro trimestre e dos 3,16% um ano antes.
O BB não disse quem foi o caloteiro — e nem poderia por conta do sigilo bancário. Mas logo surgiram especulações. A petroquímica Braskem foi apontada como a empresa inadimplente. No dia seguinte, quinta-feira (12/2), as ações da Braskem derreteram.
No início do dia, a ação da Braskem valia R$ 10,89. O preço chegou a cair para R$ 9,46, mas encerrou o dia em R$ 9,66. Quando o mercado fechou, no entanto, a petroquímica divulgou comunicado negando a dívida.
No comunicado, a Braskem afirmou que segue adimplente com as obrigações que mantém com o Banco do Brasil e que não tem exposição financeira material com a instituição, nem tinha em 2025. A empresa também negou que tenha ficado inadimplente no último trimestre de 2025.
Desde então, circulam informações de que o calote não envolveria diretamente a Braskem, mas ações da petroquímica que estavam em poder do Banco do Brasil, dadas como garantia pela Novonor (ex-Odebrecht), que era a controladora da Braskem.
As ações da Braskem já chegaram a valer R$ 66,78, em 2021. Nesta sexta-feira (13/2), elas estão sendo negociadas por R$ 9,79. Se considerarmos as duas datas, a desvalorização dos papéis da petroquímica chega a 85%.
A Novonor (ex-Odebrecht) ainda não se manifestou sobre o assunto.
