TJ limita investigação de tráfico de luxo e MP pede absolvição

Para os promotores, elementos dentro de prazo de 30 dias fixado pela Justiça são insuficientes para comprovar prática criminosa

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 08/11/2019 9:27

Presos durante operação para combater o tráfico de drogas entre consumidores de alto poder aquisitivo, dois suspeitos foram beneficiados nesta quinta-feira (07/11/2019) por um pedido de absolvição sumária do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A mudança brusca no rumo da investigação se deu a partir de uma decisão da Justiça do DF determinando que apenas informações datadas de até 30 dias antes do cumprimento das diligências autorizadas poderiam ser objeto de análise.

O escopo não foi considerado suficiente para comprovar a prática criminal. As evidências que embasaram promotores e polícia foram extraídas de dados dos aparelhos datados bem antes de 30 dias da diligência de busca.

A quadrilha, supostamente formada por jovens de classe média da cidade, foi detida no âmbito da Operação Ganja, deflagrada pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) em 8 de agosto deste ano. Na ocasião, os promotores pediram autorização do Poder Judiciário para analisar ligações e mensagens trocadas entre os suspeitos.

“O MP entende que, diante da decisão superior, os fatos descritos na peça acusatória não estão amparados pela liberação de acesso aos dados dos aparelhos celulares apreendidos, tendo que ser considerados ‘inexistentes’ na esfera judicial, razão pela qual se requer, sem maiores delongas a aumentar o custo da máquina judiciária, a absolvição sumária dos denunciados. Neste sentido, oficia pela colocação em liberdade com a máxima urgência de denunciados que porventura ainda estejam presos”, escreveu a promotora de Justiça Luciana Cunha Rodrigues.

O pedido foi endereçado à juíza da 1ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal.

Confira a manifestação do MPDFT:

Manifestação do MPDFT by Metropoles on Scribd

Operação Ganja

A Operação Ganja investigou a atividade de supostos traficantes que alimentavam uma clientela de alto poder aquisitivo no DF com drogas raras no mercado do tráfico. Entre as quais, substância conhecida como dimetiltriptamina, ou DMT. Além de ataques de pânico, a droga pode causar danos irreversíveis ao cérebro.

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Saulo Araújo

Formado em 2008 pela Faculdade Estácio, iniciou a carreira no Jornal de Brasília. Depois, passou pela redação do Correio Braziliense e pelo portal de notícias do Governo do Distrito Federal (GDF), a Agência Brasília. Em todos os veículos, trabalhou na cobertura de assuntos relacionados a editoria de Cidades, como Polícia e Política. Também atuou como assessor de imprensa do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (SindSaúde).

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