Blake Lively e Justin Baldoni encerram disputa judicial após 17 meses
O caso foi marcado por trocas de acusações na imprensa e iria chegar à Justiça federal em duas semanas
atualizado
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Blake Lively e Justin Baldoni decidiram nesta segunda-feira (4/5) chegar a um acordo em meio à disputa judicial motivada pelo processo de assédio sexual movido pela atriz em 2024. O caso foi marcado por trocas de acusações na imprensa e iria chegar à Justiça federal em duas semanas, segundo informações da Variety.
A defesa dos astros afirmou que eles planejam seguir em frente após os conflitos que nasceram nos bastidores do filme É Assim Que Acaba. Lively acusou Baldoni, diretor e colega de elenco, de tê-la assediado sexualmente e movido uma campanha de difamação contra ela.
“Reconhecemos que o processo apresentou desafios e que as preocupações levantadas pela Sra. Lively mereciam ser ouvidas. Mantemos nosso firme compromisso com ambientes de trabalho livres de condutas impróprias e improdutivas. Esperamos sinceramente que isso encerre o assunto e permita que todos os envolvidos sigam em frente de forma construtiva e pacífica, inclusive em um ambiente online respeitoso”, afirmaram em declaração conjunta.
O acordo surge cerca de um mês depois de 10 das 13 queixas cíveis apresentadas por Blake Lively, incluindo todas as queixas de assédio, serem rejeitadas pela Justiça norte-americana. A decisão deixou três queixas — retaliação, cumplicidade em retaliação e quebra de contrato — para serem decididas por um júri em um tribunal federal em maio deste ano.
Blake Lively x Justin Baldoni
Lively deu início ao imbróglio judicial em dezembro de 2024, quando apresentou uma queixa administrativa ao Departamento de Direitos Civis da Califórnia. No mesmo período, o New York Times publicou um artigo que expôs mensagens em que os assessores de imprensa de Justin Baldoni traçavam estratégias para responder às alegações de Lively.
“A última coisa que eu queria na minha vida era um processo judicial, mas entrei com esta ação por causa da RETALIAÇÃO generalizada que sofri”, publicou a atriz nas redes sociais à época. “E que continuo a sofrer, por pedir, em privado e profissionalmente, um ambiente de trabalho seguro para mim e para os outros”, escreveu ela.
Em resposta, Baldoni processou Lively por difamação, alegando que ela havia destruído sua reputação com falsas acusações de assédio em uma tentativa cínica de sabotar o filme em que ambos estrelaram. Ele também processou o New York Times.
O processo de difamação movido por Baldoni foi arquivado dias depois, após o juiz entender que tanto Lively quanto o jornal estavam protegidos pela lei a denunciar o suposto assédio. Lively, então, contra-atacou com um outro processo, acusando Baldoni, a Wayfarer Studios e outros de assédio, retaliação e outras irregularidades.
Após mais de um ano de um extenso processo de coleta de provas, a maioria das alegações de Lively também foi rejeitada por questões técnicas. Como por exemplo, a relação de trabalho da atriz com a produtora do filme e a jurisdição do tribunal para julgar o caso.












