Sergio Moro acerta ida ao PL para disputar governo do Paraná

Senador deve deixar o União Brasil na próxima terça-feira (24/3). PL rompeu com Ratinho Jr. para apostar em Moro, que lidera pesquisas

atualizado

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Sergio Moro
1 de 1 Sergio Moro - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Pré-candidato ao governo do Paraná, o senador Sergio Moro deve se filiar ao PL na próxima semana. O ex-juiz deixará o União Brasil, partido no qual vinha enfrentando dificuldades para viabilizar sua candidatura diante de resistências do PP.

A entrada de Moro na sigla comandada por Valdemar Costa Neto foi costurada ao longo dessa quarta-feira (18/3). Primeiro, o senador se reuniu com dirigentes do PL e com o pré-candidato à Presidência do partido, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mais tarde, ele participou de encontro com caciques do União Brasil e do PP, onde selou sua saída.

Segundo aliados do ex-juiz, a filiação deve ocorrer na próxima terça-feira (24/3), durante evento em Brasília.

Moro chegará ao PL com apoio do comando nacional para disputar o Palácio Iguaçu. Líder nas pesquisas de intenção de voto, o senador enfrentava um impasse dentro da federação partidária entre União Brasil e PP, que ameaçava a sua candidatura.

Apoiado pelo União Brasil, Sergio Moro era rejeitado pelo PP estadual. O racha levou o PP do Paraná a se reunir, ainda no ano passado, para decidir que não endossaria uma candidatura do ex-juiz.

O PL já vinha assediando Sergio Moro há algumas semanas. O ex-juiz era o nome preferido do senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio, para a disputa ao governo local. A avaliação dentro do PL é de que o nome de Moro ajudará a fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro no estado.

Em uma rede social, Flávio Bolsonaro chamou Moro de “amigo” e anunciou o senador como “nosso pré-candidato a governador do Paraná”.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou, na quarta, que a entrada de Sergio Moro pode impulsionar a candidatura do ex-juiz e levá-lo a uma vitória no primeiro turno.

“Moro está explodindo [nas pesquisas]. Talvez, com 22 [número do PL], ele aumente e ganhe no primeiro turno”, disse o dirigente.

Reaproximação com a família Bolsonaro

A filiação de Sergio Moro representa mais um movimento de reaproximação do ex-ministro da Justiça ao núcleo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Moro deixou o governo Bolsonaro fazendo acusações de interferência do então presidente na Polícia Federal.

Enquanto tentava se viabilizar como candidato a presidente, ele também chegou a dizer que o então presidente mentia e chegou a fazer menções a “rachadinhas”, esquema que colocou Flávio Bolsonaro como investigado.

A chapa de Moro deverá ter o deputado Filipe Barros (PL-PR) como um dos candidatos ao Senado. A segunda vaga ainda será discutida, mas um dos nomes aventados é o de Deltan Dallagnol, ex-procurador que atuou com Sergio Moro na Operação Lava Jato.

Rompimento com Ratinho Júnior

A filiação de Moro e o apoio do PL à candidatura do senador oficializa um rompimento da sigla com o grupo do atual governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Atual governador do Paraná, Ratinho Júnior, que também é pré-candidato a presidente, tenta emplacar um dos nomes de seu gabinete como candidato à sucessão. O governador, que resistiu a apelos do PL para sair da disputa ao Planalto e para uma composição com a sigla no estado, ainda não definiu quando anunciará o escolhido.

O rompimento do PL com Ratinho Júnior vinha sendo desenhado há algumas semanas. Na última quarta (11/3), o governador do Paraná chegou a discutir o palanque local com Rogério Marinho.

No encontro, Ratinho afirmou que seguiria com a sua pré-candidatura à Presidência e ouviu de Marinho que a decisão poderia levar a um embarque do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro na candidatura de Sergio Moro. Parlamentares do PL interpretaram a conversa entre Marinho e Ratinho como uma espécie de “ultimato”, que se confirmou nesta quarta (18/3).

Questionado sobre o rompimento com o grupo político do governador do Paraná, Valdemar Costa Neto afirmou que Ratinho Júnior “mora” no seu “coração”. O dirigente ponderou, contudo, que o paranaense deve ser candidato a presidente e que o PL precisa “fazer votos no Paraná”.

“Nós vamos ter que unir todo mundo lá para a gente ganhar as eleições no primeiro turno. Senão, nós estamos mortos com o Ratinho. O Ratinho mora no meu coração, mas acontece que ele vai sair candidato a presidente. E nós vamos fazer zero votos no Paraná? Moro está explodindo. Precisa ver se ele vem para o partido ou não”, disse.

PSD e PL mantinham o entendimento de que o partido apoiaria o nome indicado por Ratinho ao Palácio Iguaçu, enquanto o governador endossaria a candidatura de Filipe Barros (PL-PR) ao Senado. Agora, ambos veem sinais de um possível rompimento entre os partidos no estado.

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