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A atenção à saúde pública no Brasil tem sido alvo de críticas e discussões país afora. O descaso de políticos e de instituições governamentais, que resulta em serviços precários e afeta boa parte da população brasileira, motivou alunos da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) a encarar o problema de frente.

Com o objetivo de prestar assistência às comunidades e ajudar as unidades básicas de saúde da região, estudantes dos cursos de odontologia e medicina criaram a Liga Multidisciplinar de Educação em Saúde (LiMEdeS). Entre outras iniciativas, o grupo vai oferecer serviços e elaborar projetos, contribuindo para o sistema de saúde pública da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

A liga acadêmica foca em temáticas da saúde pública, trabalhadas por meio da educação no setor, entre outras ferramentas. A proposta busca soluções para os problemas comunitários, utilizando metodologias inclusivas.

Idealizada em meados de 2017, quando os estudantes ainda se encontravam no segundo semestre, LiMEdeS foi fundada em 9 de novembro e aprovada pela Universidade Católica de Pelotas em 6 de dezembro daquele ano.

A iniciativa começou com seis alunos do curso de odontologia: José Vanti, Luiz Eduardo Oliveira, Matheus Alessandretti, Nícolas Compagnoni, Rodrigo Rotta e Bruce Garcia, líder do grupo.

Abordagem inovadora
A abordagem como liga acadêmica multiprofissional é inovadora dentro da UCPel – uma universidade privada sem fins lucrativos –, pois abarca estudantes de cursos de odontologia, medicina e enfermagem. Essas profissões são contempladas na Estratégia Saúde da Família, do governo federal, e a LiMEdeS busca uma maior integração e humanização dos futuros profissionais.

Entre as propostas da entidade, há um programa de mapeamento e levantamento epidemiológico permanente, a ser realizado anualmente nas comunidades atendidas por Unidades Básicas de Saúde sob gestão da UCPel.

O propósito é conhecer melhor as realidades locais, buscando adequar a oferta de serviços da instituição e seus parceiros junto às populações, além de servir como instrumento para auxiliar no planejamento e instauração de políticas públicas.

Para os estudantes, o retorno é a inserção na realidade da atenção primária em saúde, a possibilidade da transformação do conhecimento acadêmico em vivências cotidianas e, ao oferecer serviços complementares com qualidade diferenciada, transformar o aprendizado recebido na universidade em serviços prestados à população, contribuindo, assim, para a evolução do Sistema Único de Saúde (SUS).