Depois de RJ e SC, linhagem mais transmissível da Ômicron alcança SP

O subtipo BA.2 é até 33% mais transmissível do que a versão original da variante Ômicron (BA.1) e tem maior capacidade de infectar vacinados

atualizado 06/02/2022 11:42

Na ilustração colorida, vários vírus são representadoAndriy Onufriyenko/ Getty Images

Após os estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina registrarem casos da linhagem BA.2 da variante Ômicron da Covid-19, considerada a mais transmissível de todas, foi a vez de o estado de São Paulo somar novos infectados. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), agora são dois casos em São Paulo; dois no Rio de Janeiro; e um em Santa Catarina, totalizando cinco registros no país.

O subtipo é até 33% mais transmissível do que a versão original da variante Ômicron (BA.1) e tem maior capacidade de infectar pessoas já vacinadas.

Fiocruz

A Fiocruz divulgou, nesse sábado (5/2), ter realizado a identificação por meio da técnica de sequenciamento genético. O diagnóstico inicial foi feito com exame RT-qPCR nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) dos estados.

Posteriormente, as amostras foram encaminhadas para o Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Os procedimentos no local confirmaram as suspeitas.

Atualmente, a subvariante já foi identificada nos seguintes países: Filipinas, Nepal, Catar, Índia, Dinamarca, Botsuana, Quênia, Malauí, Senegal, África do Sul, entre outros.

Segundo o Instituto Estatal Serum, na Índia e na Dinamarca a BA.2 já substituiu a variante original da Ômicron. Nesses países, os casos de contaminação se aceleraram expressivamente nos últimos meses. E, na Inglaterra, mais de mil casos já foram confirmados.

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