Quem é Renato Freitas, deputado do PT que trocou socos na rua
O parlamentar Renato Freitas é graduado e mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Ele foi eleito deputado estadual em 2022
atualizado
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O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) trocou socos com um homem no centro de Curitiba (PR) nessa quarta-feira (19/11). O parlamentar paranaense é conhecido por diversos confrontos políticos e já foi acusado de invadir uma igreja com manifestantes em 2022.
Freitas nasceu em Sorocaba e passou por uma “realidade extrema da periferia brasileira: a violência, o trabalho infantil, o uso de entorpecentes e a falta de saneamento básico”, segundo a biografia na Asslembeia Legislativa do Paraná.
O que aconteceu?
- Um vídeo gravado na manhã desta quarta-feira (19/11), no centro de Curitiba (PR), mostra o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) trocando chutes e socos com um homem no meio da rua. O motivo da confusão não foi revelado.
- Nas imagens que circulam nas redes sociais, o parlamentar paranaense aparece vestindo uma blusa amarela, indo para cima do homem de preto.
- Ele chega a dar dois chutes no oponente, mas é atingido por um soco no rosto logo em seguida e cai no chão.
O parlamentar é graduado e mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Ele foi eleito deputado estadual em 2022 com mais de 50 mil votos e já teve o mandato de vereador cassado pela Câmara de Curitiba, retornando ao cargo somente após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Junto a manifestantes, Freitas ganhou destaque ao entrar na Igreja do Rosário, no Largo da Ordem, em Curitiba. O parlamentar protestava contra a morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, no Rio de Janeiro. Na época, a Justiça do Paraná determinou que a Câmara Municipal de Curitiba interrompesse o processo de cassação do mandato.
Também na época, a Arquidiocese de Curitiba se manifestou contra a cassação.
Em 2023, Freitas denunciou uma “inspeção aleatória” da Polícia Federal (PF). Ele foi retirado de um avião no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (PR) e submetido à revista por agentes, que ele classificou como racismo.
Em agosto deste ano, o parlamentar posou para uma foto segurando o último livro de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, considerado um dos principais líderes do Comando Vermelho (CV). Por meio do Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, ele afirmou não conhecer o traficante.
