Queiroga compara máscara a camisinha: “Vou fazer lei obrigando a usar?”

Ao contrário das DSTs, a Covid-19 é transmitida também pelo ar. A comparação foi feita nesta sexta-feira em coletiva de imprensa

atualizado 08/10/2021 21:13

ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, me coletiva de imprensa de apresentação do cronograma de vacinação da Covid-19 para 2022Igo Estrela/Metrópoles

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comparou, nesta sexta-feira (8/10), as exigência de máscaras para conter a Covid-19 com o uso de preservativos. “Eu vou fazer uma lei obrigando as pessoas a usar preservativo? Imagina”, questionou. Mais cedo, o ministro disse ser “absolutamente contrário” às leis que obrigam o uso de máscaras.

Ao fazer a comparação, Queiroga justificou: “Essas leis são ineficazes. Por exemplo, preservativos diminuem doenças sexualmente transmissíveis. Vou fazer uma lei?”.

Veja:

“Eu acho essa história de lei para obrigar qualquer coisa um absurdo. Primeiro porque não funciona. O que temos que fazer é as pessoas aderirem às recomendações sanitárias. O cuidado é individual, o benefício é de todos. Ficam criando essas cortinas de fumaça para dividir a sociedade brasileira, quando nós precisamos é de união”, disse, após a visita às obras da Nova Maternidade de Teresina, no Piauí.

O ministro da Saúde fez a declaração no mesmo dia em que o país atingiu a marca de 600 mil mortos pela Covid-19.

O uso de máscaras é uma das medidas defendidas pela comunidade científica e pelo próprio Ministério da Saúde para frear a disseminação do coronavírus. E ao contrário das DSTs, a Covid-19 é transmitida também pelo ar.

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