TSE investigará se atos bolsonaristas de 7 de setembro foram financiados

A apuração vai verificar se houve abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção e fraude

atualizado 15/09/2021 12:36

Ato 7 de Setembro com Jair Bolsonaro na Avenida Paulista em SPFábio Vieira/Metrópoles

O suposto financiamento dos atos em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de 7 de setembro será investigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luís Felipe Salomão, decidiu que investigará quem foram os patrocinadores das manifestações e a motivação do aporte financeiro.

A informação foi publicada pelo canal de notícias GloboNews nesta quarta-feira (15/9) e confirmada pelo Metrópoles.

Luís Felipe Salomão quer saber se houve pagamento de transporte, hospedagem, quem participou da organização e se teve conteúdo de campanha eleitoral antecipada.

A apuração vai verificar se houve abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda antecipada.

A investigação começou com o procedimento para apurar fraude no sistema eleitoral brasileiro, defendida por Bolsonaro. O chefe do Palácio do Planalto, contudo, nunca apresentou provas.

As manifestações

Atos bolsonaristas foram registrados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. A pauta das manifestações foi considerada antidemocrática.

Ao longo do feriado da Independência, os apoiadores do presidente pediram o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso, além de intervenção militar com Bolsonaro no poder.

Brasília e São Paulo concentraram as manifestações. Na capital federal, por exemplo, recebeu caravanas com ônibus fretados de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de JaneiroSão Paulo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Tocantins, Bahia e Rio Grande do Sul.

Na data, os hotéis do centro da capital operaram com quase 100% da capacidade até o dia 6 de setembro, véspera do feriado, e 80% no dia 7, segundo dados da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF).

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