Pacheco sobre rixa com militares: “Não pode colocar lenha na fogueira”

O presidente do Senado disse que vai procurar os comandantes da Marinha e da Aeronáutica para defender prerrogativas dos senadores

atualizado 09/07/2021 21:13

Coletiva de imprensa com presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco.Igo Estrela/Metrópoles

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que vai buscar conversar com os comandantes da Marinha, o comandante de Esquadra, Almir Garnier Santos, e da Aeronáutica, Brigadeiro do Ar Carlos Almeida Baptista Júnior, no sentido de deixar clara a necessidade de respeito às prerrogativas dos senadores e que não será admitido nenhum ataque à instituição Senado.

“Talvez seja recomendável que eu procure o comandante da Aeronáutica, bem como o da Marinha, na mesma linha que foi com o comandante do Exército. Acho que a gente tem que buscar pacificar, com a firmeza necessária de afirmar nossas posições mas sempre permitir lugar ao diálogo”, disse Pacheco, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (9/7).

Segundo Pacheco, ele já conversou com o comandante do Exército sobre o assunto, da mesma forma que esteve com o ministro da Defesa, general Braga Netto.

“O meu papel foi realmente de esclarecer o fato. Não se pode confundir energia com irresponsabilidade, com intolerância, com querer colocar lenha na fogueira, como se diz lá na minha terra”, disse.

Nesta semana, durante sessão do Senado, Pacheco foi cobrado por uma atitude mais enérgica diante da nota oficial emitida pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, também assinada pelos comandantes das três Armas.

Senadores da CPI consideraram que ele não cumpriu seu dever de defender o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), alvo principal dos militares que consideraram terem sido ofendidos.

Pacheco, no entanto, rechaçou essa avaliação e disse que se considera “bem sucedido” em sua tarefa de defender as prerrogativas dos senadores. Para ele, uma postura enérgica não deve ser confundida com a intenção de “colocar lenha na fogueira”.

“A minha intenção foi de fato apaziguar e esclarecer os fatos. Eu fiz questão de dizer que os valores mais caros para o Legislativo é a independência do Legislativo e a prerrogativa parlamentar. Então, não há dúvida disso. Assim como reconheço a honra e a ética das Forças Armadas. Então eu considero que, ao fazer dessa forma, eu cumpri um bom serviço de apaziguamento, de conciliação, que é o que nós precisamos no Brasil, nesse instante”, disse o senador.

 

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