Omar Aziz a senador governista: “Estão defendendo o indefensável”

Presidente da CPI da Covid reagiu à estratégia de parlamentares de creditar a culpa da aquisição das vacinas aos atrasos da farmacêutica

atualizado 13/05/2021 15:36

oitiva do ex-secretário das Comunicações Fabio Wajngarten e Osmar azizIgo Estrela/Metrópoles

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), ironizou, nesta quinta-feira (13/5), a estratégia da base governista de creditar a demora na aquisição das vacinas contra a Covid-19 pelo governo brasileiro aos atrasos na entrega da Pfizer.

Os senadores Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO) alegaram que a Pfizer está sendo processada na Europa por atrasos na entrega de imunizantes e solicitou que o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, compartilhe a lista desses países.

Aziz disse que não cabe ao gerente-geral para a América Latina saber do que ocorre com a empresa na Europa e destacou que não é determinante para a CPI saber se a Pfizer atrasou entregas na Europa.

“Vocês estão defendendo uma coisa indefensável. Por favor”, reagiu Aziz.

O presidente da CPI argumentou que o mundo está em estado de guerra por causa da pandemia da Covid-19, o que justificaria o atraso em entregas.

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“Estou tendo paciência. Estamos nos apegando a uma coisa que nós, legisladores, sabemos que se o presidente quisesse editar uma Medida Provisória não precisaria do Congresso”, afirmou ele. “Daqui a pouco, vão dizer que a culpa do atraso é do Congresso”, acrescentou.

Murillo é o sexto depoente do colegiado. Antes dele, os senadores ouviram o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, além dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, além do atual chefe da Saúde, Marcelo Queiroga.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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