Bolsonaro recebe Umaro Embaló, presidente de Guiné-Bissau
Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) foi enviado ao país para buscar o líder, conhedico como Bolsonado da África
atualizado
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Em uma cerimônia fora do habitual, com salva de 21 tiros de canhão, desfile com cavalos e banda militar, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu, sem máscara, na manhã desta terça-feira (24/8), o presidente de Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, conhecido como “Bolsonaro da África”.
Um avião da Força Aérea Brasileira foi enviado ao país para buscar Umaro e a comitiva presidencial. Depois do encontro com o presidente brasileiro, no Palácio do Planalto, os líderes seguem para um almoço no Palácio do Itamaraty, junto ao chefe das Relações Exteriores, Carlos França.
Após o almoço, o líder africano segue para uma visita ao Congresso Nacional e a uma comemoração pelo Dia do Soldado (25/8), ao lado do chefe do Executivo brasileiro. Umaro também visitará outros estados brasileiros, como Rio de Janeiro e São Paulo.
Umaro Sissoco Embaló tem 49 anos e é formado em relações internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. Ele também tem mestrado em ciências políticas pelo Instituto de Estudos Internacionais de Madrid e doutorado em relações internacionais pela Universidade Complutense de Madrid.
Embaló também é militar do exército da Guiné-Bissau, sendo major-general da reserva. Ele preside Guiné-Bissau desde 2019.
De acordo com o ministério das Relações Internacionais, a relação bilateral entre Brasil e Guiné-Bissau é marcada, sobretudo, pela cooperação técnica, que abrange áreas como saúde, agricultura, educação, formação profissional e fortalecimento das instituições do Estado.
“O seu país é porta de entrada para a África ocidental. Já assumi o compromisso com ele, de numa primeira oportunidade visitar o seu país. Temos laços bastante antigos de amizade e cooperação entre os nossos países. Conversamos rapidamente sobre algumas questões, como agricultura, saúde e defesa. Disse que estamos prontos para serví-lo. Eu considero um país irmão e temos muito a colaborar uns com os outros, principalmente no tocante à segurança do Atlântico Sul. Assim sendo, dou as boas-vindas ao presidente”, disse Bolsonaro a Emabaló.
Embaló por sua vez, se referiu a Bolsonaro, por vezes, como amigo. “Muito obrigado, senhor caro amigo presidente Bolsonaro. Estou no Brasil para essa visita oficial a convite do meu amigo. Todos sabem que o Brasil um dos primeiros países a reconhecer a independência de Guiné-Bissau. O Brasil nunca deixou de assistir e apoiar Guiné-Bissau, por isso que me encontro nessa cidade hoje. Quero dizer a Bolsonaro que os laços que nós temos, Guiné-Bissau e Brasil, é muito forte porque o Brasil tem formado muitos quadros”, expressou.
“Bolsonaro Africano”
Embaló é fã de carteirinha do presidente Jair Bolsonaro, principalmente por partilhar dos mesmos ideais e por ambos terem um passado militar. Os líderes mantêm contato constante.
Assim como Bolsonaro, o líder africano indica, em sua maioria, militares para cargos públicos. Ubaro defende uma reforma constitucional em Guiné-Bissau a fim de concentrar poderes nas mãos do presidente. Visto com maus olhos pela oposição, ele é acusado de tentar implantar uma ditadura no país.
Recentemente, Embaló disse à Deutsche Welle ver em Bolsonaro uma inspiração. “O vice-presidente do Brasil [Hamilton Mourão] disse-me durante a cimeira [cúpula] da CPLP [Comunidade dos Países da Língua Portuguesa], em Luanda, que o Jair Bolsonaro decidiu candidatar-se à presidência brasileira por entender que o Brasil não podia correr mais riscos. Porque os civis não se entendem”, refletiu.




















