Bolsonaro posta vídeo com críticas a Mandetta e isolamento social

A peça compartilhada pelo presidente classifica as medidas de contenção do novo coronavírus como "show mórbido"

atualizado 15/04/2020 18:32

Jair BolsonaroRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou nas redes sociais, nesta quarta-feira (15/04), vídeo do jornalista Guilherme Fiuza que pede o fim do isolamento social para conter o novo coronavírus e critica o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o governador de São Paulo, João Doria.

No vídeo, intitulado Os sócios da paralisia, o jornalista classifica as ações para conter a pandemia de Covid-19 como um “show mórbido” e questiona as medidas de isolamento adotadas no Brasil e em outros países.

“Você está em casa assistindo o governador de São Paulo assumir a paternidade da cloroquina, o ministro da Saúde explicar que traficante também é gente, jornais estrangeiros publicarem fotos de covas abertas para dizer que o Brasil não tem mais onde enterrar seus mortos, entre outras referências intrigantes e estridentes ao mesmo assunto. Se você está paralisado e catatônico é porque você já sabe que isso é um show mórbido”, inicia Fiuza.

Ele diz ainda que as medidas de isolamento não foram confirmadas. “Os mapas que comprovam o efeito mitigador do confinamento geral sobre o número de infectados, internados e mortos não existem”, aponta.

Fiuza também cita os casos de Nova York, nos Estados Unidos, e na Itália que, segundo ele, mesmo com o isolamento, não impediram o aumento exponencial do número de mortos em decorrência do coronavírus.

Diálogo com facções

O vídeo faz referência à fala de Mandetta, em uma das entrevistas sobre as ações de combate ao coronavírus, na qual ele cita a necessidade de o governo dialogar com facções e milícias para evitar a disseminação da Covid-19 em áreas onde o Estado está ausente.

Bolsonaro publica o vídeo no momento em que avalia a substituição do ministro da Saúde. O presidente, inclusive, já estaria atrás de nomes para ocupar a chefia da pasta.

O próprio ministro já teria avisado à equipe que deve ser demitido pelo presidente “nas próximas horas os dias”.

 

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