Bia Kicis usou verba parlamentar para promover voto impresso

A parlamentar teria contratado em janeiro empresa para gerenciar conta do Telegram “VotoImpressoAuditável”

atualizado 24/05/2021 9:18

Bia Kicis no plenário da CâmaraIgo Estrela/Metrópoles

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) gastou cerca de R$ 12,5 mil da verba parlamentar em campanhas virtuais pelo voto impresso. A parlamentar é autora da PEC 135 de 2019 e já foi até consagrada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como “mãe” da pauta.

De acordo com informações reveladas pelo jornal O Globo, Kicis teria contratado em janeiro, por R$ 2 mil mensais, a Inovatum Tecnologia da Informação para gerenciar a conta do Telegram “VotoImpressoAuditável”.

A  partir de dezembro, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara também desembolsou cerca de R$ 4,5 mil para que a Gohawk Tecnologia da Informação criasse uma página para o cadastro de simpatizantes do voto impresso e acesso ao grupo “VotoImpressoAuditável”.

No grupo do Telegram, são veiculados ”memes” e piadas com o intuito de desacreditar o processo eleitoral legal e a eficácia da urna eletrônica. O grupo foi criado no dia 7 de abril e tem 125 mil pessoas, entre elas parlamentares que são simpatizantes da proposta.

À reportagem do O Globo, Kicis afirmou que a Inovatum foi contratada para um período pré-estabelecido de três meses e que o intuito do grupo é “demonstrar que toda tecnologia é passível de falhas”.

Em resposta à reportagem a parlamentar fez uma série de tuites contradizendo os fatos. Chamando a matéria de “ignomínia”, Kicis justifica que a utilização da verba está “prevista no regimento”.

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