Aziz diz “faltar pouca coisa” para concluir relatório da CPI da Covid

O senador, contudo, não quis cravar uma data para entrega do relatório da comissão, que é elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL)

atualizado 28/09/2021 11:02

Omar Aziz e Randolfe Rodrigues falam com a imprensa após o fim da segunda reunião da CPI da Covid 1Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), reafirmou, nesta terça-feira (28/9), o desejo de encerrar os trabalhos do colegiado no início do próximo mês. O senador, contudo, não quis cravar uma data para entrega do relatório da comissão, que é elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

“Acho que falta pouca coisa para a gente fechar o relatório e esse depoimento de hoje vai ser muito importante. Nós estamos atuando aí nessa questão da Prevent Senior e, futuramente, nos próximos dias, também vai ter VTCLog”, disse o senador, referindo-se ao depoimento desta manhã da advogada Bruna Morato, que representa ex-médicos da operadora.

Os profissionais de saúde desligados da empresa são autores de um dossiê entregue aos senadores da CPI. O documento apresenta denúncias de uso indiscriminado, nos hospitais da Prevent Senior, de medicamentos — como cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina — sem comprovação de eficácia para o tratamento da Covid-19.

Questionado sobre a data de entrega do relatório pelo senador Renan Calheiros, Aziz se esquivou: “Vamos ver”. “Eu não creio que tenhamos mais duas semanas de depoimento, acho que nós chegamos em um patamar que ninguém esperava que fôssemos chegar”, prosseguiu.

Aziz é um dos senadores que prega celeridade para o fim das atividades do colegiado. Ao colunista Igor Gadelha o presidente da CPI defendeu a vontade de encerrar os trabalhos da comissão ainda nesta semana. “Não tem mais o que ver”, disse, na ocasião.

A previsão inicial dos senadores era concluir os trabalhos da CPI já nesta quarta (29/9). No entanto, em razão de denúncias recém-descobertas pela comissão, a entrega do relatório e sua consequente votação foram adiadas para a primeira semana de outubro. Uma nova prorrogação não está descartada.

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