Aziz chama Wagner Rosário de “prevaricador”, que rebate: “Calúnia é crime”

O presidente da CPI da Covid pediu ao relator que o nome do ministro da CGU conste no relatório pelo crime de prevaricação

atualizado 15/09/2021 19:45

Wagner RosárioAdalberto Carvalho/Ascom-CGU

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, rebateu nesta quarta-feira (15/9) o pedido do presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), para incluí-lo no relatório da comissão pelo crime de prevaricação. “Calúnia é crime”, escreveu Rosário nas redes sociais.

Mais cedo, Aziz pediu a inclusão do nome do ministro da CGU ao relator, Renan Calheiros (MDB-AL).

“A autoridade antecipar atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação também é crime”, continuou Rosário. Ele ainda afirmou que está “aguardando ansiosamente a convocação”.

Após o post do ministro da CGU, Aziz respondeu: “Prevaricação também é crime”.

Entenda

A solicitação de Aziz ocorreu após o lobista da Precisa Medicamentos Marconny Faria dizer que a CGU realizou operação de busca e operação na casa dele em outubro de 2020. Aziz afirmou também que vai marcar o depoimento do ministro.

“Wagner Rosário é um prevaricador. Ele tem que vir mesmo aqui. Como ele sabia que Roberto Dias [ex-diretor de Logística da pasta federal] estava operando dentro do Ministério da Saúde e não tomou providência? Ele tem que explicar. Não são as operações que ele fez, não, mas a omissão dele em relação ao governo federal”, declarou Aziz. “A CGU esteve na casa de Marconny, levaram o fato material e não tomaram providência”, acrescentou.

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