Após anúncio de importação de vacina, Bolsonaro faz live de 5ª

Índia deve mandar primeiro lote de imunizantes de Oxford nesta 6º. País vinha segurando vacinas para priorizar imunização de seus cidadãos

atualizado 21/01/2021 19:05

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizou na noite desta quinta-feira (21/1) a sua tradicional e semanal transmissão ao vivo nas redes sociais, desta vez ao lado dos ministros Ernesto Araujo (Relações Exteriores) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura).

Veja como foi:

A live ocorre após o secretário de Relações Exteriores da Índia, Harsh Vardhan Shringla, informar à agência Reuters que o país exportará a vacina de Oxford contra a Covid-19 ao governo brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde, o voo que trará as duas milhões de doses deve pousar em solo brasileiro no fim da tarde desta sexta-feira (22/1).

“A carga vinda da Índia será transportada em voo comercial da companhia Emirates ao aeroporto de Guarulhos e, após os trâmites alfandegários, seguirá em aeronave da Azul para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de janeiro”, informou o governo, em nota.

A vacina em questão foi desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca e tem eficácia de 70%. No Brasil, será produzida pela Fundação Oswald Cruz (Fiocruz), mas o governo ainda corre contra o tempo para conseguir a matéria-prima que garante a fabricação do imunizante no país (leia mais abaixo).

A exportação das vacinas indianas estava suspensa até que a Índia conseguisse iniciar o próprio programa de vacinação. Contudo, outros países vizinhos já receberam remessas da vacina, como Nepal, Butão e Maldivas, que receberam 1 milhão, 150 mil e 100 mil doses, respectivamente.

O Brasil tem um acordo com o governo indiano para importar 2 milhões de doses. O voo inicial para buscar o imunizante estava previsto para ocorrer na semana passada, mais foi adiado, e depois cancelado. Na ocasião, o governo da Índia afirmou que ainda era “muito cedo” para dar respostas sobre exportações das vacinas produzidas no país.

No início desta semana, durante uma coletiva à imprensa, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a culpar o fuso horário indiano pelo atraso nas negociações para importar os imunizantes.

Corrida para a compra de insumos

Nessa quarta (20/1), a Secretaria de Comunicação da Presidência informou que o governo federal vem tratando com “seriedade” as questões referentes ao fornecimento de insumos farmacêuticos para a produção de vacinas contra a Covid-19.

Conhecido por IFA, sigla para “ingrediente farmacêutico ativo”, o produto nada mais é que a matéria-prima para a fabricação das vacinas. O insumo virá da China, mas ainda não há data para chegar ao Brasil.

O recebimento estava previsto para janeiro e é necessário para que as vacinas Coronavac e de Oxford – as únicas autorizadas até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial no Brasil – sejam produzidas no país pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), respectivamente.

Após a divulgação do comunicado, a Embaixada da China no Brasil informou que se reuniu nesta quarta com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, “sobre a cooperação antiepidêmica e de vacinas entre os dois países”.

“A China continuará unida ao Brasil no combate à pandemia para superarem em conjunto os desafios colocados pela pandemia”, escreveu o perfil da embaixada.

Na terça (19/1), a Fiocruz enviou um ofício ao Ministério Público Federal (MPF) informando que a entrega da vacina contra a Covid-19 da Universidade de Oxford desenvolvida com a AstraZeneca vai atrasar de fevereiro para março.

De acordo com a fundação, o atraso ocorre porque o Brasil não recebeu um dos insumos para a fabricação do imunizante. O composto que falta para o início da produção da vacina no Brasil é o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), de responsabilidade da AstraZeneca.

A expectativa, informou a fundação, é entregar 100 milhões de doses da vacina até julho e mais 110 milhões até o fim do ano.

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