Renan Calheiros retira candidatura à presidência do Senado Federal

Alagoano era um dos nomes mais fortes entre os 6 congressistas que disputavam o comando da Casa Legislativa

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 02/02/2019 18:36

Um dos nomes mais fortes ao comando do Senado Federal, Renan Calheiros (MDB-AL) retirou, neste sábado (2/2), a candidatura à presidência da Casa. O ato ocorreu após o senador reclamar da quantidade de colegas que estavam declarando o voto no também candidato David Alcolumbre (DEM-AP). A renúncia ocorre depois de uma grande confusão envolvendo a contagem de cédulas depositadas pelos parlamentares.

Embora sejam 81 senadores, foram contabilizadas 82 cédulas. Em meio à discussão se haveria novo escrutínio, os congressistas começaram a declarar abertamente em quem haviam votado. Também pesou o fato de a bancada do PSDB ter anunciado o voto a Alcolumbre. Renan contabilizava os votos dos tucanos para uma eventual vitória. Percebendo a chance de ser derrotado, o alagoano subiu à tribuna e, em tom enérgico, declinou de concorrer à presidência.

“Ontem [sexta-feira], a maioria teve de judicializar a decisão do Senado. É a primeira vez que isso acontece numa casa legislativa. Agora, estamos repetindo uma votação que foi anulada, porque um senador colocou uma cédula dentro de outra cédula”, disse o senador. “Esse processo não é democrático, não vou me submeter”, prosseguiu. Na sequência, para surpresa dos presentes, Renan afirmou que já não era mais candidato.

Na última quinta-feira (31/1), a bancada do MDB da Casa decidiu formalizar o senador alagoano Renan Calheiros na disputa como o único nome do partido. Calheiros conseguiu sagrar-se candidato numa votação apertada: ele recebeu sete votos. Simone Tebet (MDB-MS), sua principal concorrente na disputa interna, contou com cinco votos da bancada. Os dois chegaram a bater boca e se atacar pelas redes sociais na briga de cada um para se tornar candidato do MDB ao comando do Senado Federal.

A senadora, tão logo Renan anunciou a desistência, comemorou. “Preferia voltar para minha cidade e ser prefeita a ter esse MDB aqui”, disse.

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