Oposição tenta mudar acordo antes de leitura do parecer da Previdência

Os parlamentares querem negociar o tempo de fala daqueles contrários ao projeto. Eles se reúnem com o presidente da Comissão, Marcelo Ramos

Cleia Viana/Câmara dos DeputadosCleia Viana/Câmara dos Deputados

atualizado 13/06/2019 15:22

Antes do início da leitura do parecer da reforma da Previdência, a oposição tenta mudar as regras do acordo firmado nessa quarta-feira (12/06/2019) com o governo. O bloco se reúne com o presidente da Comissão Especial da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), para negociar tempo de fala de parlamentares contrários ao projeto antes da apresentação do relatório.

Isso porque, inicialmente, inscritos só falariam após a leitura do relatório, elaborado pelo tucano Samuel Moreira (SP). Depois da apresentação, seria pedido vista e a sessão só retornaria na próxima terça-feira (18/06/2019).

De acordo com o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), o grupo quer seguir o acordo — de não obstruir a leitura do parecer —, desde que não haja limite no número de inscrições para integrantes e não integrantes falarem ao colegiado.

Eles esperam também uma flexibilidade da mesa diretora da comissão. “Queremos que sete ou oito parlamentares falem antes da leitura do parecer. Se o governo quiser, também pode colocar deputados deles para falar”, explicou. Em troca, Moreira leria só o voto dele, e não o parecer inteiro, que demoraria cerca de cinco horas.

Pontos polêmicos
O relator Samuel Moreira já havia adiantado que os pontos mais atacados por parlamentares ficariam de fora do texto, como o sistema de capitalização, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda — e a aposentadoria rural.

Outros itens também sofreram alterações, como a aposentadoria de professoras, cuja idade mínima passou de 60 anos para 57 anos, e o tempo de contribuição das mulheres, para 15 anos — cinco a menos do determinado pela reforma do governo.

Apesar das mudanças no projeto, o relator ressalta que a expectativa de economia ainda é de R$ 1 trilhão, como o governo estipulou.

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