Onyx: “Armas não matam. Quem mata são as pessoas”

Ministro da Casa Civil atribui eleição do presidente Jair Bolsonaro ao fato de que o povo quer "recuperar o direito à legítima defesa"

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 19/06/2019 17:37

Ao defender o direito de as pessoas terem armas em casa, em sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, o  ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), avaliou que a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) se deu “principalmente” porque o povo quer “recuperar o direito à legítima defesa”.

“A sociedade votou para recuperar esse direito”, alegou o ministro, referindo-se a ações de governos anteriores que desarmaram, em seu entendimento, a população.

“Senhores, amas não matam. Quem mata são pessoas. Deixa elas lá, quietinhas, no armário que elas não fazem nada”, disse o ministro aos deputados da CCJ nesta terça-feira (18/06/2019).

Experiência própria

Em sua explanação inicial, Onyx relatou uma sequência de crimes bizarros que teve notícias em sua vida e que, no seu entender, poderiam ser evitados se as vítimas estivessem armadas. Um dos crimes relatados pelo ministro foi uma experiência própria: ele sustentou ter estado sob risco de levar um tiro em uma região vital do corpo. “Se pegasse no meu femural, na minha jugular, ou no meu abdômen, eu não estaria aqui”, argumentou.

“Essa é a escolha”, disse o ministro aos deputados, referindo-se a “matar” ou “morrer”. Ao falar de sua crença, reagiu a protestos de deputados evangélicos que não concordam com o decreto do presidente. “Também sou um homem de Deus”, frisou.

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