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Com uma retrospectiva de suas ações de governo e um aceno a partidos da base aliada, o presidente Michel Temer (MDB) deu posse, na tarde desta terça-feira (10/4), a 10 novos ministros – incluindo o interino Helton Yomura, na pasta do Trabalho. Dos antigos titulares, oito deixaram o cargo para disputar as eleições de 2018.

Em seu discurso na cerimônia, Temer afirmou que as mudanças “alteram a composição, mas não a qualidade” da equipe. O presidente reforçou que a estrutura político-partidária das pastas foi mantida.

Elencando medidas do seu governo, como a reforma trabalhista e a do ensino médio, o chefe do Executivo nacional elogiou ex-ministros. Ao referir-se a Henrique Meirelles (MDB), classificou-o como “um dos melhores ministros da Fazenda que o Brasil já teve”.

Os afagos de Temer a Meirelles soaram como uma espécie de desagravo ao evento de filiação do ex-ministro ao MDB, na última terça (3). Durante o evento da semana passada, banners e jingles reproduzidos pelo partido destacavam a figura do presidente ao lado do ex-ministro.

No lugar de Meirelles, assume o ex-secretário executivo da pasta, Eduardo Guardia. O nome foi indicação do próprio emedebista, que deixou a Fazenda para concorrer ao Palácio do Planalto em 2018. Ainda não há, contudo, definição se o ex-ministro será cabeça da chapa governista ou eventual vice de Temer.

Além de Guardia e Yomura, foram empossados Marcos Jorge no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC); Antonio de Padua de Deus na Integração Nacional; Leandro Cruz Fróes da Silva no Esporte; Esteves Colnago no Planejamento; Alberto Beltrame no Desenvolvimento Social; Vinícius Lummertz no Turismo; e Rossieli Soares da Silva na Educação.

Um dos homens fortes de Temer, Moreira Franco deixou a Secretaria-Geral da Presidência para assumir, nesta terça (10), o Ministério de Minas e Energia (MME). Na cerimônia de posse, o presidente classificou o ministro como alguém de “atuação próxima” e que “conhece as prioridades do governo”.

No novo cargo, Moreira garante o foro por prerrogativa de função. O benefício havia sido concedido ao titular da Secretaria-Geral por meio de uma medida provisória (MP) aprovada com sufoco no Congresso. No Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação de autoria da Rede Sustentabilidade questiona a MP. Em dezembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um parecer defendendo a inconstitucionalidade da matéria.

Moreira Franco foi, junto a Eliseu Padilha, um dos alvos da segunda denúncia enviada pela PGR contra Temer no ano passado. O ministro figura ainda em inquérito no STF relacionado às delações de ex-executivos do grupo Odebrecht.

Indefinições
O troca-troca de ministros no governo Temer ainda não chegou, contudo, ao fim. Algumas pastas, como o Ministério do Meio Ambiente, antes comandando por Sarney Filho, e a Secretaria-Geral, abandonada por Moreira Franco, ainda não têm sucessão fechada. A gestão dos órgãos deve permanecer interinamente com o secretários-executivos Edson Duarte e Joaquim de Lima Oliveira, respectivamente.

Veja quais foram as mudanças ministeriais confirmadas nesta terça (10/4):

  • Ministério da Fazenda

Sai: Henrique Meirelles (MDB)

Entra: Eduardo Guardia, ex-secretário-executivo

  • Ministério da Educação

Sai: Mendonça Filho (DEM)

Entra: Rosseli Soares da Silva, ex-secretário-executivo

  • Ministério de Minas e Energia

Sai: Fernando Coelho Filho (DEM)

Entra: Moreira Franco (MDB)

  • Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

Sai: Marcos Pereira (PRB)

Entra: Marcos Jorge, ministro interino

  • Ministério da Integração Nacional

Sai: Helder Barbalho (MDB)

Entra: Antonio de Padua de Deus, ex-secretário de Infraestrutura de Recursos Hídricos

  • Ministério do Esporte

Sai: Leonardo Picciani (MDB)

Entra: Leandro Cruz Fróes da Silva, ex-secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social do

  • Ministério do Planejamento

Sai: Dyogo Oliveira

Entra: Esteves Colnago, ex-secretário executivo

  • Ministério do Desenvolvimento Social

Sai: Osmar Terra (MDB)

Entra: Alberto Beltrame, ex-secretário executivo

  • Ministério do Turismo

Sai: Marx Beltrão (MDB)

Entra: Vinícius Lummertz, ex-presidente da Embratur

  • Ministério do Trabalho

Entra: Helton Yomura (interino)

 

 

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