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Um manual para candidatos à diplomacia brasileira utilizou o nome do futuro presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), de forma crítica. A Fundação Alexandre de Gusmão, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, publicou o volume História do Brasil, do professor e pesquisador João Daniel Lima de Almeida, no qual um dos títulos trata Bolsonaro como uma pessoa que “se orgulha de sua homofobia”. A informação é do jornal O Globo.

A publicação, em destaque no site do órgão do Itamaraty, foi lançada em 2013, sob a gestão do chanceler Antonio Patriota, durante o governo Dilma Rousseff, mas ainda é um guia recomendado aos pretendentes à carreira diplomática. O livro é vendido a R$ 31, mas a edição digital é gratuita.

De acordo com a reportagem, quando trata da era petista, o autor opina sobre o comportamento e o desprestígio das Forças Armadas: “Sua influência no cenário político de hoje é quase nula”. Almeida, então, resolve citar Bolsonaro.

“O clube militar que motivou a República, o tenentismo e debateu a questão do petróleo nos anos 50 é retratado hoje como uma máquina do tempo, nostálgica e excêntrica. O principal defensor dos interesses castrenses no Congresso é um zelota do porte de Jair Bolsonaro, que se orgulha de sua homofobia”, diz um trecho. “Não poderiam estar em pior situação desde o período regencial. Por terem se descolado do resto da sociedade desde o final do Regime Militar, foram relegados à irrelevância, posição profundamente perigosa em um país com pretensões internacionais de potência”, completa.