Após Previdência, Bolsonaro diz que reforma tributária é prioridade

O texto que altera as regras de aposentadoria foi aprovado em segundo turno na Câmara dos Deputados e seguiu para o Senado

Foto: Andre Borges/Esp. MetrópolesFoto: Andre Borges/Esp. Metrópoles

atualizado 08/08/2019 13:58

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta quinta-feira (08/08/2019) que a prioridade do governo na Câmara federal é a reforma tributária e que, para ver essa pauta aprovada, evitará enviar agora outras propostas para não “tumultuar” os trabalhos da Casa.

“Tributária. Eu gostaria de estar tramitando outras propostas, mas queremos evitar tumulto”. Bolsonaro, no entanto, sinaliza que pode assinar nas próximas horas um decreto para reduzir impostos sobre jogos eletrônicos e instrumentos musicais importados.

“O imposto dos games atualmente varia de 20% a 50%. Nós estamos botando de 15% a 40%, é uma certa redução. Eu não posso dizer se vamos sair reduzindo tudo. O pessoal pede para instrumentos musicais importados também. A gente vai arrumando”, comentou o chefe do Executivo.

Ao sair do Palácio da Alvorada, ainda comentou: “Eu sei que isso aí vai para a reforma tributária, lá na frente, mas a gente quer dar uma sinalização agora de que a nossa intenção é tirar essa absurda carga tributária que tem em cima do nosso povo aí. O dinheiro, pagando menos imposto, não é que o governo vai perder. Vai ficar dinheiro na mão do povo brasileiro”.

Palmeiras x Bahia
Bolsonaro não se mostrou empolgado com a finalização, na Câmara dos Deputados, da votação da reforma da Previdência. Ao ser questionado se estava feliz com o resultado, preferiu falar sobre as expectativas em relação ao jogo entre Palmeiras e Bahia, previsto para o próximo fim de semana.

“Se meu Palmeiras ganhar do Bahia, agora no domingo, eu estou satisfeito”, respondeu. Depois tratou de dar o mérito da aprovação ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Parabéns ao Rodrigo Maia e ao Parlamento pela responsabilidade de votar o tema, que traz, de certa forma, algum prejuízo político para cada um deles. Mas o futuro do Brasil é o que está em jogo”, finalizou.

O chefe do Executivo espera que qualquer alteração na proposta, agora no Senado, seja feita em proposta paralela. “A ideia é não mexer em nada no Senado. Tudo vem em uma PEC alternativa se assim a equipe econômica julgar necessário”, disse.

“A gente logicamente torce. Alguns senadores do nosso partido, outros mais chegados, a gente conversa, mas é preciso uma maioria qualificada para resolver esse problema aí. Mas a gente espera, estou torcendo para que não seja mexido”, destacou o presidente.

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