Bolsonaro sobre criminosos: “Vão morrer na rua igual barata”

Presidente voltou a defender mudança na lei para dar “retaguarda jurídica” e evitar punição a policiais que se envolvam em confrontos

Isac Nóbrega/PRIsac Nóbrega/PR

atualizado 05/08/2019 20:01

Em entrevista para a jornalista Leda Nagle disponibilizada nesta segunda-feira (05/08/2019) no YouTube, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) reafirmou sua intenção de enviar um projeto ao Congresso com o objetivo de dar “retaguarda jurídica” para que os policiais possam utilizar armas de fogo em operações sem serem processados. Ainda na campanha eleitoral, Bolsonaro defendeu o chamado “excludente de ilicitude” para evitar punição a policiais que eventualmente se envolvam em confrontos.

Para ele, a violência cairá “assustadoramente” se houver excludente de ilicitude na proteção da vida, da propriedade e do patrimônio. “Os caras vão morrer na rua igual barata, pô. E tem que ser assim”, ressaltou Bolsonaro.

O presidente afirmou que não se acaba com a violência facilmente, mas destacou que a presença dele e do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, “dando exemplo”, já diminuiu estes índices “em torno de 24%”.

“Como cai mais? Está desequilibrado, o bandido tem mais direito do que o cidadão de bem. Eu estou mandando um projeto que vai ter dificuldade de ser aprovado, mas não tem outra alternativa. Nós temos que dar uma retaguarda jurídica para as pessoas que fazem a segurança: policial civil, militar, federal, rodoviário. Em operação, o pessoal tem que usar aquela máquina que tem na cintura, ir para casa e no dia seguinte ser condecorado, não processado”, destacou.

Veja a entrevista:

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